Quais são as causas das fraturas?

Fraturas: Tratamento, Cuidados e Recuperação

05/02/2022

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Uma fratura, a quebra de um osso, é uma lesão comum que exige atenção e tratamento adequados para garantir uma recuperação completa e evitar complicações. O processo de cura óssea é complexo e depende de uma série de fatores, incluindo o tipo e a gravidade da fratura, a saúde geral do paciente e a precisão do tratamento inicial. Este artigo explora em profundidade as abordagens terapêuticas para fraturas, desde a fase de realinhamento até a reabilitação, passando pelos métodos de imobilização e os cuidados essenciais para uma recuperação eficaz. Compreender cada etapa é fundamental para pacientes e cuidadores, garantindo que o processo de cura seja otimizado e que a funcionalidade do membro afetado seja restaurada.

O que deve ser aplicado ao redor da área fraturada para imobilizar?
Imobilize o local da fratura e também as articulações próximas acima e abaixo da área afetada. Para imobilizar use talas de papelão, jornais dobrados, cabos de vassoura, bengalas, galhos de árvore etc.
Índice de Conteúdo

O Que é o Tratamento para Fraturas?

O tratamento de uma fratura começa, na maioria dos casos, com o realinhamento das extremidades ósseas quebradas, um procedimento conhecido como redução. Se o osso estiver desalinhado ou separado, é essencial que ele seja recolocado em sua posição anatômica correta antes da imobilização. Existem duas abordagens principais para essa redução:

  • Redução Fechada: Este método é realizado sem cirurgia, onde o médico manipula o osso manualmente para realinhá-lo. Após o realinhamento, a lesão precisa ser mantida imóvel, ou seja, imobilizada, para permitir que o osso se consolide de forma adequada. Os materiais comumente utilizados para imobilização após uma redução fechada incluem gesso, talas ou tipoias.
  • Redução Aberta com Fixação Interna (ORIF): Em casos mais complexos, ou quando a redução fechada não é viável, a cirurgia se faz necessária. Durante a redução aberta, o cirurgião faz uma incisão para acessar diretamente o osso fraturado e realinhá-lo. Para fixar as partes do osso e garantir sua estabilidade, são frequentemente utilizadas ferragens internas, como pinos, parafusos, hastes e placas. Este procedimento é crucial para fraturas que exigem maior estabilidade ou que afetam articulações.

A Importância da Imobilização

A imobilização é um pilar fundamental no tratamento da maioria das fraturas moderadas ou graves. Seu principal objetivo é prevenir o movimento das extremidades fraturadas, o que é vital por várias razões:

  • Redução da Dor: Manter a área imóvel minimiza o atrito entre as partes do osso e alivia a pressão sobre os tecidos circundantes, reduzindo significativamente a dor.
  • Ajuda na Consolidação: A estabilidade permite que as células ósseas se regenerem e formem um novo tecido ósseo, unindo as partes quebradas de forma mais eficiente e rápida. Sem imobilização, a consolidação é mais lenta, e os ossos podem não se juntar corretamente, resultando em uma não-união ou má-união.
  • Prevenção de Lesões Adicionais: A imobilização protege os tecidos moles adjacentes, como músculos, nervos e vasos sanguíneos, de serem danificados pelas extremidades afiadas do osso fraturado.
  • Prevenção de Embolia Gordurosa: Em fraturas de ossos longos do braço ou da perna, a imobilização pode ajudar a prevenir a liberação de gotículas de gordura da medula óssea para a corrente sanguínea, que poderiam causar uma embolia gordurosa, uma complicação grave.

Para ser eficaz, a imobilização geralmente envolve as articulações localizadas em ambos os lados da fratura, garantindo que não haja movimento na área lesionada.

Riscos da Imobilização Prolongada

Embora essencial, a imobilização prolongada pode acarretar uma série de problemas, especialmente em adultos mais velhos. É um equilíbrio delicado entre a necessidade de estabilidade e o risco de complicações:

  • Rigidez Articular: Se uma articulação for mantida imobilizada por muito tempo (por exemplo, mais de algumas semanas em adultos jovens), ela pode ficar rígida, às vezes permanentemente, limitando a amplitude de movimento.
  • Contraturas Musculares: Os músculos podem encurtar-se, causando contraturas, que são enrijecimentos permanentes dos músculos e tendões, dificultando ou impedindo o movimento normal.
  • Atrofia Muscular: A falta de uso leva ao encolhimento e enfraquecimento dos músculos (desgaste ou atrofia), o que pode levar tempo para ser recuperado.
  • Coágulos de Sangue: A imobilidade prolongada, especialmente nas pernas, aumenta o risco de formação de coágulos de sangue (trombose venosa profunda), que podem ser perigosos se se deslocarem para os pulmões (embolia pulmonar).

Esses problemas podem se desenvolver rapidamente, e as contraturas, em particular, podem se tornar permanentes, especialmente em idosos. Por isso, os médicos incentivam a movimentação assim que a fratura permitir e tendem a optar por tratamentos que permitam aos adultos mais velhos retomar a marcha o mais rápido possível (como o reparo cirúrgico de fraturas de quadril), em vez de exigir longos períodos de imobilização ou repouso na cama.

O Papel da Fisioterapia

A fisioterapia desempenha um papel crucial em todas as fases da recuperação de uma fratura. Mesmo durante o período de imobilização, os fisioterapeutas podem orientar os pacientes sobre exercícios que podem ser realizados para manter a força muscular, a amplitude de movimento das articulações não afetadas e a função geral do corpo. Isso minimiza a perda de condicionamento físico e prepara o paciente para a fase pós-imobilização.

Após a remoção do gesso ou tala, a fisioterapia se torna ainda mais vital. Os fisioterapeutas desenvolvem programas de exercícios personalizados para fortalecer e estabilizar a região que estava lesionada, ajudando a restaurar a força, a flexibilidade e a coordenação. Esses exercícios são essenciais para prevenir futuras lesões, melhorar a mobilidade e garantir um retorno seguro às atividades diárias.

Principais Métodos de Imobilização

A escolha do método de imobilização depende diretamente do tipo e da localização da fratura, bem como da necessidade de estabilidade e do tempo de recuperação previsto.

Gesso: Quando e Como é Aplicado

O gesso é o método de imobilização mais comum para lesões que exigem ser mantidas imóveis por várias semanas. Ele oferece uma imobilização robusta e personalizada.

Deve-se suspeitar na possibilidade de fratura sempre que haja?
Sendo assim, deve-se se suspeitar de fratura sempre que ocorrer um impacto em algum membro acompanhando de sintomas como: dor intensa, inchaço ou deformação, formação de uma área arroxeada, sons de crepitação ao movimentar ou incapacidade de movimentar o membro e encurtamento do membro afetado.

Aplicação: Para aplicar o gesso, os médicos primeiro envolvem a parte lesionada em um pano e depois aplicam uma camada de material de algodão macio. Essa camada protetora é essencial para proteger a pele contra pressão excessiva e fricção, que poderiam causar feridas ou irritações. Sobre esse acolchoamento, são aplicadas bandagens de algodão preenchidas com gesso umedecido ou tiras de fibra de vidro que endurecem ao secar. O gesso tradicional (feito de gesso comum) é frequentemente preferido para imobilizar ossos fraturados que foram separados, pois ele se molda muito bem ao contorno do corpo, minimizando o atrito. Já os gessos de fibra de vidro são mais fortes, mais leves e mais duráveis. Após cerca de uma semana, o inchaço inicial geralmente diminui. Nesse ponto, o gesso comum pode, às vezes, ser substituído por um gesso de fibra de vidro, que proporciona um encaixe mais confortável e ajustado ao membro.

Cuidados Essenciais com o Gesso

Pacientes com gesso recebem instruções detalhadas sobre como cuidar adequadamente da imobilização, pois a falta de cuidado pode levar a problemas sérios:

  • Manter Seco: É fundamental manter o gesso completamente seco. Se ele ficar úmido, o enchimento protetor debaixo dele pode ficar molhado e ser impossível de secar completamente. Isso pode amolecer e romper a pele, levando à formação de feridas (úlceras de pressão). Além disso, o gesso comum molhado pode se desfazer e perder sua capacidade de proteger e imobilizar a área lesionada.
  • Elevação: Especialmente nas primeiras 24 a 48 horas, o membro com gesso deve ser mantido o mais elevado possível, ao nível do coração ou acima dele. Essa posição ajuda a drenar o sangue do membro lesionado, prevenindo o inchaço excessivo.
  • Movimentação de Dedos: Flexionar e estender os dedos (da mão ou do pé, dependendo da localização do gesso) regularmente, ou mexê-los, também contribui para a circulação e ajuda a reduzir o inchaço.

Sinais de Alerta com o Gesso

É crucial que o paciente procure um médico ou vá ao pronto-socorro imediatamente se o gesso causar qualquer um dos seguintes sintomas, pois eles podem indicar complicações graves:

  • Dor persistente ou que piora.
  • Sensação de que o gesso está excessivamente apertado.
  • Nova dormência ou fraqueza na área afetada ou nos dedos.
  • Sensação de queimação ou formigamento.

Esses sintomas podem ser indicativos de uma úlcera de decúbito (ferida por pressão) ou, mais gravemente, da síndrome compartimental, uma condição em que o inchaço dentro de um compartimento muscular fechado causa compressão de nervos e vasos sanguíneos, podendo levar a danos permanentes. Nesses casos, o gesso pode precisar ser retirado e substituído imediatamente.

Talas: Flexibilidade e Alívio

As talas são utilizadas para imobilizar algumas fraturas, especialmente quando a imobilização total é necessária apenas por alguns dias ou menos. Uma das vantagens da tala é que ela permite a aplicação de gelo diretamente na área lesionada, o que ajuda a controlar o inchaço e a dor.

Aplicação: Uma tala é uma haste longa e estreita, que pode ser feita de gesso comum, fibra de vidro ou até mesmo alumínio. Ela é aplicada ao redor do membro lesionado e fixada com bandagens elásticas ou uma cinta. Ao contrário do gesso, a tala não circunda completamente o membro, deixando um espaço para que a área lesionada possa inchar. Essa característica é crucial, pois minimiza o risco de desenvolver a síndrome compartimental. Muitas lesões que eventualmente precisarão de um gesso são inicialmente imobilizadas com uma tala até que a maior parte do inchaço inicial diminua.

Para fraturas de um dedo, as talas de alumínio revestidas de esponja são muito utilizadas devido à sua praticidade e conforto.

Tipoias: Apoio e Movimento Controlado

Uma tipoia, por si só, pode fornecer apoio e conforto suficientes para muitas fraturas do ombro e do cotovelo. O peso do braço pendurado na tipoia muitas vezes ajuda a manter as fraturas do ombro alinhadas. As tipoias são particularmente úteis quando a imobilização completa pode ter efeitos indesejáveis.

Por exemplo, a imobilização completa de um ombro pode fazer com que os tecidos ao redor da articulação fiquem rígidos, às vezes em questão de dias, levando à condição conhecida como “ombro congelado” (capsulite adesiva), que restringe severamente o movimento. As tipoias restringem o movimento do ombro e do cotovelo, mas permitem o movimento da mão, o que é benéfico para evitar a rigidez completa. Uma bandagem, que é um pedaço de pano ou tira, pode ser usada em conjunto com a tipoia para impedir que o braço balance para fora, o que é especialmente útil durante a noite para evitar movimentos acidentais.

Qual é o tratamento para fraturas?
O tratamento depende do tipo e da gravidade da fratura e pode incluir analgésicos, PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão e elevação [protection, rest, ice, compression, and elevation]), manobras ou procedimentos para recolocar os fragmentos ósseos fraturados em sua posição normal (redução), imobilização da parte ...

Repouso no Leito: Uma Opção Rara

O repouso no leito é uma forma de imobilização que, embora necessária em raras ocasiões para certas fraturas (como algumas fraturas da coluna ou da pélvis), não é comumente recomendada. A imobilidade prolongada associada ao repouso na cama pode causar uma série de problemas, incluindo a formação de coágulos de sangue e uma diminuição significativa na forma física geral (descondicionamento). Por essas razões, os médicos geralmente buscam alternativas que permitam a mobilização precoce do paciente.

Tabela Comparativa: Métodos de Imobilização

MétodoUso PrincipalVantagensDesvantagens/Considerações
GessoImobilização prolongada (semanas)Moldagem precisa, boa imobilização, estabilidade superior para consolidaçãoNão permite inchaço, exige cuidados para não molhar, risco de rigidez articular e atrofia se prolongado, pode causar úlceras de pressão
TalaImobilização temporária (dias), antes do gesso, ou para lesões menoresPermite inchaço inicial, menor risco de síndrome compartimental, permite aplicação de gelo, fácil remoção para inspeçãoMenos imobilização que o gesso, pode ser menos confortável para longos períodos, requer fixação adicional (bandagens)
TipoiaFraturas de ombro e cotovelo, lesões que permitem movimento limitadoApoio, conforto, permite movimento limitado da mão, ajuda a manter o alinhamento de certas fraturas, previne 'ombro congelado'Imobilização menos completa que gesso/tala, pode ser insuficiente para fraturas instáveis, requer uso de bandagem adicional para maior restrição
Repouso no LeitoFraturas específicas e graves (ex: coluna, pélvis)Evita qualquer estresse ou movimento na área fraturadaAlto risco de coágulos sanguíneos, descondicionamento físico geral, úlceras de pressão, pneumonia por aspiração

Identificando e Agindo em Caso de Suspeita de Fratura

Saber identificar os sinais de uma possível fratura e o que fazer imediatamente pode fazer uma grande diferença na evolução do quadro do paciente. É fundamental agir com calma e chamar ajuda especializada.

Quando Suspeitar de uma Fratura?

A suspeita de uma fratura deve surgir sempre que houver um impacto significativo em um membro ou osso, acompanhado de certos sintomas característicos. As fraturas ocorrem quando o osso se quebra devido a uma força maior do que ele pode suportar. Além de traumas, o risco de fraturas aumenta com o envelhecimento e certas doenças ósseas, como a osteoporose. Os principais sinais e sintomas a serem observados incluem:

  • Dor Intensa: Geralmente o sintoma mais proeminente e persistente.
  • Incapacidade de Movimentar a Região: Dificuldade ou impossibilidade de usar o membro afetado.
  • Inchaço (Edema): Acúmulo de líquido ao redor da área lesionada.
  • Formação de Hematoma: Mancha arroxeada devido ao sangramento interno.
  • Deformidade: O membro pode parecer torto, encurtado ou em uma posição incomum.
  • Sons de Crepitação: Ruídos de estalo ou rangido ao tentar movimentar o membro (não se deve tentar).
  • Encurtamento do Membro: Em algumas fraturas, o osso pode se sobrepor, causando um encurtamento visível do membro afetado.

É importante observar também se há sangramento externo ou outras alterações na pele, o que pode indicar uma fratura exposta.

Primeiros Socorros Imediatos

Ao se deparar com um caso de suspeita de fratura, a prioridade é manter a calma e seguir estas orientações até a chegada do auxílio médico:

  1. Mantenha a Área Lesionada em Repouso: Não tente mover o membro mais do que o necessário. Coloque-o em uma posição confortável que não force ainda mais a região.
  2. Imobilize o Local da Fratura: A imobilização não deve se restringir apenas ao ponto da quebra, mas também às articulações próximas, tanto acima quanto abaixo da área afetada. Você pode usar materiais improvisados como talas de papelão, jornais dobrados, cabos de vassoura, bengalas ou galhos de árvore. Proteja as talas com panos limpos, algodão ou gazes para evitar machucar a pele ferida.
  3. Jamais Tente Endireitar a Fratura: A tentativa de realinhar o osso sem conhecimento médico pode piorar ainda mais a lesão, causando mais dor, danos a nervos e vasos sanguíneos, ou transformando uma fratura fechada em exposta.
  4. Acione o Serviço de Emergência: Chame o resgate mais próximo imediatamente (por exemplo, SAMU, bombeiros ou serviço de emergência local). É fundamental que profissionais qualificados identifiquem o tipo de fratura e iniciem o tratamento preciso.
  5. Encaminhamento Médico: Se o transporte for seguro e necessário, recomenda-se levar a vítima ao pronto-socorro ortopédico mais próximo, se disponível.

A Importância do Diagnóstico Médico

O diagnóstico definitivo de uma fratura é feito por um médico ortopedista. Após uma avaliação física detalhada, o especialista solicitará exames de imagem, sendo o raio-X o mais comum e fundamental. O raio-X permite visualizar o osso, confirmar a fratura, determinar sua localização, tipo e extensão. Com base no laudo da fratura e na condição geral do paciente, o ortopedista indicará o tratamento mais adequado.

Compreendendo as Causas e Tipos de Fraturas

As fraturas são lesões ósseas que podem variar amplamente em sua natureza, causas e complexidade. A compreensão desses aspectos é crucial para um diagnóstico e tratamento eficazes.

Classificação Principal: Expostas e Fechadas

Uma das classificações mais importantes das fraturas diz respeito à integridade da pele e dos tecidos moles:

  • Fratura Exposta (ou Aberta): Este tipo de fratura é considerado mais grave porque a lesão na pele expõe o osso ao ambiente externo. Isso aumenta significativamente o risco de infecção, pois bactérias e outros microrganismos podem contaminar o osso e os tecidos circundantes. A identificação é geralmente fácil devido à visibilidade do osso ou de uma ferida profunda que comunica com a fratura.
  • Fratura Fechada: Ao contrário da fratura exposta, na fratura fechada a pele permanece íntegra, e o osso não é exposto ao ambiente. Embora não seja tão fácil de identificar visualmente, sinais como dificuldade de locomoção, dor intensa e inchaço no osso são grandes indícios. Este tipo de fratura ainda requer atenção médica imediata, mas o risco de infecção é menor em comparação com a fratura exposta.

Subtipos de Fraturas: Simples, Complicadas e Incompletas

Além da distinção entre exposta e fechada, as fraturas podem ser categorizadas em subtipos com base na extensão do dano:

  • Fraturas Simples: São as de menor complexidade, onde apenas o osso é atingido. As outras estruturas adjacentes, como músculos, nervos e vasos sanguíneos, permanecem preservadas.
  • Fraturas Complicadas: Possuem um grau de complexidade maior. Nestes casos, o osso fraturado acaba lesionando outras estruturas importantes, como músculos, tendões, nervos ou vasos sanguíneos. Essas fraturas exigem um tratamento mais complexo e podem ter um tempo de recuperação mais longo, com maior risco de sequelas.
  • Fraturas Incompletas: Ocorrem quando a continuidade do osso não é completamente interrompida. O osso não se parte totalmente, mas pode apresentar “trincados”, rachaduras ou machucados que geram dor e desconforto. Embora não haja uma separação completa das partes do osso, elas ainda demandam um tratamento específico e imobilização para permitir a cicatrização.

Causas das Fraturas: Trauma, Estresse e Condições Patológicas

As fraturas também podem ser classificadas de acordo com sua causa:

  • Fraturas Traumáticas: São as mais comuns e acontecem devido à aplicação de uma força externa maior do que a resistência do osso. Geralmente são consequência de grandes impactos, como quedas, acidentes de trânsito, lesões esportivas ou golpes diretos.
  • Fraturas por Estresse: São fraturas pequenas, como fissuras, que ocorrem devido à sobrecarga constante e repetitiva nos ossos. São comuns em atletas (corredores, ginastas), militares e dançarinos, cujas atividades intensas e repetitivas colocam estresse contínuo sobre os ossos, excedendo sua capacidade de reparo.
  • Fraturas por Osso Patológico: Estas fraturas ocorrem como consequência de uma alteração na estrutura ou na densidade do osso, tornando-o mais frágil e suscetível à quebra, mesmo com traumas mínimos ou atividades cotidianas. Normalmente, esse problema está relacionado a condições subjacentes, como tumores ósseos (benignos ou malignos), osteoporose severa, infecções ósseas (osteomielite) ou outras doenças metabólicas que afetam a saúde óssea.

Além dessas, existem classificações baseadas na morfologia da fratura (oblíqua, espiral, transversal, cominutiva) e na localização, como as fraturas dos ossos longos, que podem acometer qualquer uma das três principais regiões do osso: a epífise (extremidades), a metáfise (região entre a diáfise e a epífise) ou a diáfise (corpo do osso).

Qual é o tratamento para fraturas?
O tratamento depende do tipo e da gravidade da fratura e pode incluir analgésicos, PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão e elevação [protection, rest, ice, compression, and elevation]), manobras ou procedimentos para recolocar os fragmentos ósseos fraturados em sua posição normal (redução), imobilização da parte ...

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Fraturas

1. O que é o primeiro passo no tratamento de uma fratura?

O primeiro passo é o realinhamento das extremidades ósseas quebradas, chamado de redução. Isso pode ser feito manualmente (redução fechada) ou por meio de cirurgia com implantes (redução aberta com fixação interna - ORIF).

2. Por que a imobilização é tão crucial no tratamento de fraturas?

A imobilização é crucial porque reduz a dor, ajuda na consolidação óssea prevenindo o movimento das extremidades fraturadas, evita lesões adicionais aos tecidos circundantes e pode ajudar a prevenir complicações como a embolia gordurosa em fraturas de ossos longos.

3. Quais são os riscos de manter uma fratura imobilizada por muito tempo?

A imobilização prolongada pode levar à rigidez articular (às vezes permanente), encurtamento muscular (contraturas), atrofia muscular (desgaste) e aumento do risco de formação de coágulos sanguíneos. Por isso, a movimentação precoce é incentivada assim que a fratura permite.

4. Como devo cuidar de um gesso para evitar complicações?

É essencial manter o gesso seco para evitar que o enchimento molhe e cause problemas de pele. Além disso, deve-se manter o membro elevado (especialmente nas primeiras 24-48 horas) e movimentar os dedos regularmente para prevenir inchaço. Qualquer dor persistente, sensação de aperto, dormência ou fraqueza deve ser comunicada ao médico imediatamente.

5. Qual a diferença entre uma fratura exposta e uma fratura fechada?

Na fratura exposta, a pele é lesionada e o osso fica exposto ao ambiente, aumentando o risco de infecção. Na fratura fechada, a pele permanece íntegra, e o osso não é exposto, embora os sinais internos como dor, inchaço e deformidade sejam presentes.

6. O que devo fazer se suspeitar de uma fratura em alguém?

Primeiramente, mantenha a calma. Mantenha a área lesionada em repouso e em uma posição confortável. Imobilize o local da fratura e as articulações acima e abaixo dela, usando materiais improvisados se necessário, mas jamais tente endireitar o osso. Chame imediatamente o serviço de emergência para que a vítima receba atendimento profissional.

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