O que se faz na indústria farmacêutica?

Indústria Farmacêutica: Do Laboratório à Saúde

03/02/2026

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A indústria farmacêutica é um pilar fundamental da saúde global, responsável por transformar descobertas científicas em soluções que salvam vidas e melhoram a qualidade de vida. É um setor vasto, complexo e de alta tecnologia, cuja atuação abrange desde a concepção de novas moléculas até a chegada do medicamento ao consumidor final. Em 2017, por exemplo, o segmento movimentou impressionantes R$ 69,5 bilhões no Brasil, comercializando mais de 6.500 produtos, evidenciando sua magnitude e importância econômica e social.

O que se faz na indústria farmacêutica?
A indústria farmacêutica é o ramo de produção dedicado à pesquisa, desenvolvimento, fabricação e distribuição de remédios e itens voltados ao tratamento de doenças. A cadeia farmacêutica inclui, ainda, produtos criados para suprir demandas de saúde de humanos e animais.

Neste artigo, mergulharemos a fundo no universo da indústria farmacêutica. Você compreenderá o que a define, suas características marcantes, o histórico de seu desenvolvimento no Brasil e como ela opera em cada uma de suas etapas. Abordaremos também as principais profissões que impulsionam este setor, o dinâmico mercado de trabalho e dados relevantes sobre as maiores empresas e tendências globais. Prepare-se para desvendar o fascinante mundo que existe por trás de cada remédio!

Índice de Conteúdo

O Que Define a Indústria Farmacêutica?

Em sua essência, a indústria farmacêutica é o ramo da produção dedicado à pesquisa, desenvolvimento, fabricação e distribuição de remédios e outros itens essenciais para o tratamento e prevenção de doenças, tanto em humanos quanto em animais. Sua cadeia de valor é abrangente e envolve uma série de atividades cruciais para a saúde pública:

  • Fabricação de especialidades farmacêuticas alopáticas e homeopáticas.
  • Produção vital de soros, vacinas e contraceptivos.
  • Desenvolvimento contínuo de medicamentos fitoterápicos.
  • Transformação do sangue e fabricação de seus derivados.
  • Fabricação de açúcares quimicamente puros e preparações farmacêuticas intermediárias.
  • Processamento de glândulas e fabricação de seus extratos.
  • Fabricação de kits e preparações para diagnósticos médicos.
  • Produção de curativos, bandagens, algodão e gazes medicadas.
  • Fabricação de medicamentos de uso geral, como água oxigenada e tintura de iodo.
  • Produção de vacinas veterinárias e antiparasitárias.

Essas atividades demonstram a diversidade e a profundidade do impacto da indústria, que vai muito além dos comprimidos e xaropes que conhecemos.

Características Marcantes do Setor Farmacêutico

A indústria farmacêutica possui particularidades que a distinguem de outros setores industriais. Uma de suas principais características é a extrema especialização. A produção de qualquer medicamento exige um conhecimento aprofundado sobre matérias-primas e técnicas de fabricação muito específicas. Afinal, a eficácia e segurança de um remédio dependem diretamente da qualidade e pureza de seu princípio ativo, a substância responsável pelo efeito terapêutico.

No Brasil, uma realidade notável é a dependência da importação de fármacos. A maior parte dos princípios ativos utilizados pela indústria nacional provém de países como Alemanha, China e Estados Unidos. Isso torna a produção brasileira bastante influenciada pela tecnologia internacional e pela cultura de grandes corporações farmacêuticas globais.

Outro ponto crucial é o sistema de patentes. Quando um novo medicamento é descoberto, uma patente é solicitada e, se concedida, tem validade de 20 anos. Durante esse período, a empresa detentora da patente tem o direito exclusivo de comercializar o produto ou receber royalties de outras companhias que desejem utilizá-lo. Isso é fundamental para compensar os altíssimos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. No entanto, após as duas décadas, o medicamento e seu princípio ativo tornam-se de domínio público, permitindo que a concorrência os utilize sem o pagamento de royalties ou custos de pesquisa. É nesse contexto que surgem os medicamentos genéricos, identificados pelo nome de sua substância ativa e, geralmente, mais acessíveis ao consumidor.

Essa dinâmica impulsiona uma busca incessante por novas substâncias e tratamentos, tornando o mercado extremamente competitivo. Além disso, a indústria farmacêutica global é caracterizada por um oligopólio, dominada por poucos grandes grupos multinacionais presentes em diversos países.

Trajetória Histórica da Indústria Farmacêutica no Brasil

A história da indústria farmacêutica brasileira é marcada por um desenvolvimento que, inicialmente, foi mais lento em comparação a outros países. Até o início do século XX, o parque industrial farmacêutico nacional era incipiente.

O cenário começou a mudar com a chegada de imigrantes para as lavouras de café, o que gerou um aumento na demanda por soluções para combater doenças infecciosas, frequentemente associadas às precárias condições sanitárias da época. O segmento epidemiológico, focado na prevenção e contenção de epidemias com substâncias biológicas, foi um dos primeiros a se desenvolver.

Um marco importante na década de 1920 foi a inauguração de duas entidades pioneiras na produção de vacinas e soros: o Instituto Vacinogênico, crucial no combate à varíola, e o Instituto Butantan, que inicialmente criou vacinas para a peste e, posteriormente, tornou-se referência mundial no desenvolvimento de soros contra picadas de animais peçonhentos.

O setor ganhou maior impulso nos anos 1950, durante o governo de Juscelino Kubitschek. A abertura econômica atraiu grandes corporações estrangeiras, que acabaram por absorver ou superar pequenas indústrias nacionais. A facilidade de importação de insumos farmacêuticos com taxas de câmbio baixas incentivou a dependência de matérias-primas do exterior, mas, por outro lado, expandiu o acesso a compostos mais sofisticados no mercado nacional.

Outro ponto de virada foi a promulgação do Código de Propriedade Industrial (Lei 5.772/1971), que permitiu a concessão de patentes para produtos químicos e tecnologias, exigindo o pagamento de royalties aos seus detentores.

Na década de 1980, a prioridade governamental de controle da inflação e das contas públicas levou à imposição de limitações nos preços dos medicamentos, impactando os lucros da indústria. Contudo, a partir de 1988, com a abertura financeira e comercial do Brasil, os grandes grupos internacionais reafirmaram sua dominância e o controle estatal sobre os preços foi reduzido.

Em 1999, um evento transformador foi o surgimento dos medicamentos genéricos, uma nova classe de produtos mais acessíveis. No mesmo ano, foi fundada a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o órgão regulador responsável pela fiscalização e aprovação de todos os medicamentos no país. Nos anos 1990, os avanços continuaram, mas a pesquisa e produção de matérias-primas essenciais, como os fármacos, ainda dependiam majoritariamente de órgãos governamentais.

Os Setores e o Funcionamento da Indústria Farmacêutica

A cadeia produtiva farmacêutica é um ecossistema complexo que segue quatro etapas básicas: importação, fabricação, distribuição e comercialização. Para que cada uma delas seja viabilizada, diversos atores, tecnologias e conhecimentos técnicos se unem.

As indústrias química e farmoquímica são as fornecedoras de matérias-primas primárias para a formulação dos medicamentos, muitas vezes importadas. A indústria gráfica, por sua vez, é responsável pelas embalagens que garantem a segurança e a conservação dos compostos.

Com esses materiais em mãos, laboratórios e institutos especializados realizam as intensas pesquisas e testes para desenvolver novos medicamentos. Somente após a aprovação rigorosa da Anvisa, os compostos podem seguir para a fabricação em larga escala nas indústrias.

A etapa de distribuição é igualmente complexa, envolvendo uma rede vasta de entidades públicas e privadas, além dos próprios médicos, que prescrevem os produtos aos pacientes. Os principais pontos de distribuição e comercialização incluem:

  • Hospitais
  • Clínicas
  • Farmácias de manipulação
  • Drogarias
  • Postos públicos de saúde
  • Unidades Básicas de Saúde (UBS)
  • Unidades de Pronto Atendimento (UPA)

Como um Medicamento é Desenvolvido: Uma Jornada de Anos

O processo de desenvolvimento de um novo medicamento é longo, dispendioso e altamente regulamentado. Tudo começa com o levantamento e a avaliação de milhares de substâncias, isoladamente ou em combinações, para verificar seus potenciais efeitos. Essas substâncias podem ser adquiridas tanto da indústria de fármacos nacional quanto internacional.

A seguir, farmacêuticos, médicos, biólogos, biomédicos e biotecnólogos conduzem as pesquisas. De um universo de 10 mil itens analisados, cerca de 250 são selecionados após aproximadamente um ano para a etapa de testes pré-clínicos. Por cerca de cinco anos, esses compostos são testados em animais. Se os resultados forem promissores, eles são encaminhados ao Conselho de Ética para aprovação.

Os compostos aprovados seguem para a fase mais crítica: os testes clínicos em voluntários humanos, que podem durar de seis a sete anos. Esta fase é dividida em etapas:

  • Fase I: Envolve de 20 a 100 pessoas, focando na segurança e dosagem.
  • Fase II: O número de participantes aumenta para 100 a 500, avaliando a eficácia inicial e efeitos adversos.
  • Fase III: Com 1.000 a 5.000 voluntários, confirma a eficácia, monitora efeitos colaterais e compara com tratamentos existentes.

Somente após a conclusão bem-sucedida dessas fases, o medicamento é submetido à Anvisa para aprovação e registro, um processo que geralmente leva cerca de seis meses. Apenas então, ele está liberado para ser produzido em escala e distribuído. Toda essa jornada pode levar 10 anos ou mais e custar aproximadamente US$ 1 bilhão em investimentos.

Profissões Chave na Indústria Farmacêutica

A complexidade da indústria farmacêutica demanda uma equipe multidisciplinar de profissionais altamente qualificados. Focando na etapa de produção e desenvolvimento, as principais profissões incluem:

Farmacêutico

Com formação em Farmácia, é o profissional mais comum na pesquisa e desenvolvimento de medicamentos dentro da indústria. Ele aplica seus conhecimentos na combinação e testes de substâncias, monitorando suas reações e efeitos (terapêuticos ou colaterais). Também é responsável pelo controle das técnicas de produção, verificando dosagem, temperatura e condições de conservação.

Com profundo entendimento de tecidos, órgãos e sistemas, o biólogo é essencial nas fases de pesquisa e testes clínicos. Seus estudos em biofísica, bioquímica, biologia celular e molecular, genética, imunologia e microbiologia são cruciais para compreender o impacto das substâncias no organismo.

Biomédico

A graduação em Biomedicina permite atuação nas etapas de pesquisa e desenvolvimento. Enquanto o farmacêutico foca nos atributos químicos, o biomédico se concentra nos processos metabólicos e imunológicos e no funcionamento dos sistemas e órgãos, trabalhando em conjunto com o farmacêutico para verificar o impacto de novas substâncias em organismos vivos.

Médico

Pode atuar como consultor na pesquisa e seleção de substâncias, indicando suas possíveis interações com tecidos e órgãos, e na supervisão dos testes clínicos.

Engenheiro Químico

Atua desde a extração de matérias-primas, aplicando técnicas para transformações físico-químicas que geram novos compostos com efeito terapêutico. Pode estar envolvido na fabricação do medicamento ou de sua embalagem.

Combinando engenharia, química e biologia, o biotecnólogo avalia e aplica as principais tendências tecnológicas ao processo de produção de medicamentos, além de auxiliar na seleção de substâncias com potencial para novas formulações.

O Papel Abrangente do Farmacêutico

É importante ressaltar que as funções do farmacêutico vão muito além da indústria. Este profissional multifacetado também atua no atendimento e orientação de pacientes, na manipulação de medicamentos (fórmulas e remédios manipulados), e na gestão de estoque em farmácias. A Resolução nº 572/2013 detalha 10 linhas de atuação para os farmacêuticos:

  1. Alimentos: produção, controle de qualidade, itens funcionais, etc.
  2. Análises Clínico-Laboratoriais: atuação em laboratórios, bancos de sangue/órgãos, biologia molecular, imunologia.
  3. Educação: docência no Ensino Superior, educação ambiental e em saúde.
  4. Farmácia: assistência ao consumidor final, manipulação de fórmulas, orientação de uso de medicamentos.
  5. Farmácia Hospitalar e Clínica: atendimento ao paciente em cardiologia, cuidados paliativos, terapia intensiva.
  6. Farmácia Industrial: controle de qualidade, pesquisa e desenvolvimento de princípios ativos.
  7. Gestão: auditorias de saúde, avaliação de tecnologias, garantia de qualidade, gerenciamento de unidades de saúde.
  8. Práticas Integrativas e Complementares: homeopatia, acupuntura, medicina chinesa tradicional.
  9. Saúde Pública: controle de pragas, urgência e emergência, vigilância sanitária, saúde ocupacional.
  10. Toxicologia: aplicada a medicamentos, alimentos, cosméticos, emergências e toxicologia forense.

Mercado de Trabalho e Oportunidades

O mercado de trabalho para profissionais de Farmácia está em constante aquecimento no Brasil. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria do Trabalho indicaram que a profissão foi a segunda de nível superior a gerar mais empregos nos primeiros três meses de 2019, mantendo uma tendência de crescimento observada em 2018, quando ocupou a terceira posição no ranking.

O Brasil figura como o sexto maior mercado farmacêutico do mundo, segundo a pesquisa “Panorama do Mercado Farmacêutico Brasileiro, Tendências & Oportunidades” da IQVIA. Atualmente, o Conselho Federal de Farmácia registra mais de 221 mil profissionais atuantes no setor, que movimentou R$ 119 bilhões apenas no varejo entre setembro de 2018 e setembro de 2019.

As oportunidades são diversas, e o farmacêutico pode atuar em uma ampla gama de instituições:

  • Indústria farmacêutica
  • Drogarias e farmácias de manipulação, fitoterápicas ou homeopáticas
  • Hospitais e laboratórios de análise clínica
  • Indústria de produtos alimentícios, bebidas e cosméticos
  • Consultorias e empresas de auditoria em saúde

Gigantes Farmacêuticos: Ranking Mundial e Nacional

As Maiores Empresas Farmacêuticas do Mundo (2015)

De acordo com a Revista Forbes em 2015, as maiores empresas do setor globalmente eram:

  1. Johnson & Johnson (EUA)
  2. Pfizer (EUA)
  3. Novartis (Suíça)
  4. Merck (EUA)

As 10 Maiores Empresas Farmacêuticas no Brasil (2017)

Segundo o Anuário Estatístico do Mercado de Medicamentos da Anvisa, as empresas que mais faturaram no mercado brasileiro em 2017 foram:

PosiçãoGrupo Farmacêutico
Grupo Sanofi/Medley/Genzyme
Grupo E.M.S.
Grupo Sandoz/Novartis/Alcon
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos
Grupo Aché/Biosintética
Grupo Hypermarcas
Grupo Eurofarma/Momenta
Fundação Oswaldo Cruz
Grupo Pfizer
10ºGrupo Johnson & Johnson

Dados e Tendências do Mercado Farmacêutico

Projeções do Instituto IQVIA indicam um aumento nos gastos com medicamentos. Globalmente, o gasto per capita deve atingir US$ 107 em 2022, enquanto no Brasil, a expectativa é que ultrapasse os US$ 200 no mesmo ano. Um estudo da Interfarma (Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) reforça a ascensão do Brasil no ranking mundial:

AnoPosição do Brasil no Ranking Mundial
20127ª posição
20176ª posição
2022 (Projeção)5ª posição

Os quatro maiores mercados farmacêuticos do planeta – Estados Unidos, China, Japão e Alemanha – mantêm suas posições de liderança desde 2012. No cenário brasileiro de 2017, os cinco laboratórios com maior faturamento foram: Aché, EMS Pharma, Sanofi, Eurofarma e Neo Química.

Curiosamente, o analgésico e relaxante muscular Dorflex tem sido o campeão de vendas no Brasil desde 2013. Outros medicamentos que se destacaram no topo do ranking de vendas nos últimos anos incluem Xarelto, Addera D3, Neosaldina, Torsilax e Selozok.

Atualmente, a maior parte dos esforços de pesquisa e desenvolvimento da indústria farmacêutica mundial está concentrada no combate ao câncer, com 1919 medicamentos em desenvolvimento. Outras áreas de destaque são neurologia (1308 drogas), doenças infecciosas (1261), imunologia (1123) e doenças cardiovasculares (563).

Perguntas Frequentes (FAQs) sobre a Indústria Farmacêutica

O que é o princípio ativo de um medicamento?

É a substância responsável pelo efeito terapêutico no organismo. Sem ele, o medicamento não teria a capacidade de tratar, curar ou prevenir uma doença.

Qual a importância das patentes na indústria farmacêutica?

As patentes são cruciais para proteger os investimentos massivos em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. Elas garantem à empresa descobridora a exclusividade de exploração por 20 anos, permitindo a recuperação dos custos e incentivando a inovação.

Como surgem os medicamentos genéricos?

Os medicamentos genéricos surgem após o vencimento da patente do medicamento original. Eles contêm o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, e são comprovadamente bioequivalentes ao medicamento de referência, mas geralmente são mais baratos por não terem os custos de pesquisa e desenvolvimento iniciais.

Quanto tempo leva para um novo medicamento ser aprovado?

Todo o processo, desde a pesquisa inicial até a aprovação final pela Anvisa, pode levar 10 anos ou mais, com um investimento que pode chegar a cerca de US$ 1 bilhão.

Qual o papel da Anvisa na indústria farmacêutica brasileira?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão regulador responsável por fiscalizar, controlar e aprovar todos os medicamentos e produtos de saúde no Brasil, garantindo sua segurança, eficácia e qualidade antes de serem comercializados.

Quais profissionais trabalham na pesquisa de novos medicamentos?

Uma equipe multidisciplinar, incluindo farmacêuticos, biólogos, biomédicos, médicos, engenheiros químicos e biotecnólogos, trabalha em conjunto na pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos.

A indústria farmacêutica, com sua complexidade e constante evolução, é um motor essencial para a saúde e o bem-estar da população global. Sua capacidade de inovar e adaptar-se às necessidades de saúde emergentes a torna um dos setores mais dinâmicos e de maior impacto no mundo moderno.

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