22/10/2022
É difícil encontrar alguém que nunca sentiu a dor lancinante de uma crise de Enxaqueca. Mais do que uma simples dor de cabeça, a enxaqueca é uma doença neurovascular crônica, caracterizada por um desconforto latente que varia de moderado a intenso, geralmente concentrado nas regiões da fronte e da têmpora. Suas manifestações vão além da dor, frequentemente acompanhadas por sintomas debilitantes como enjoos, distúrbios visuais, dormências no corpo, sensibilidade extrema à luz (fotofobia) e intolerância a odores. Dada a sua natureza incapacitante, muitas pessoas buscam alívio imediato através da Automedicação. No entanto, essa prática, embora comum, é altamente desaconselhada. A automedicação pode não apenas agravar os sintomas, mas também expor o indivíduo a riscos significativos, como o uso de medicamentos inadequados que podem comprometer o funcionamento geral do organismo, aumentando riscos cardiovasculares, causando desconforto gástrico, hepatite medicamentosa e até insuficiência renal. Este artigo tem como objetivo fornecer um guia abrangente sobre as opções de tratamento para enxaquecas fortes, sempre ressaltando a importância crucial da consulta com um Neurologista para a prescrição dos remédios corretos e um plano de manejo individualizado.

- O Que Tomar para Aliviar Crises Agudas de Enxaqueca?
- Medicamentos para a Prevenção da Enxaqueca: Um Plano de Longo Prazo
- Efeitos Colaterais Comuns dos Medicamentos para Enxaqueca
- Quem Não Deve Tomar Certos Medicamentos para Enxaqueca?
- Além dos Remédios: Estratégias Complementares para o Manejo da Enxaqueca
O Que Tomar para Aliviar Crises Agudas de Enxaqueca?
Quando uma crise de enxaqueca se instala, o objetivo principal é aliviar a dor e os sintomas associados o mais rapidamente possível. Existem diversas classes de medicamentos destinadas a esse propósito, cada uma com suas particularidades e indicações.
Analgésicos e Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs)
São frequentemente a primeira linha de tratamento para crises de enxaqueca de intensidade leve a moderada, devido à sua ação no controle da dor e na redução da inflamação. Atuam diminuindo a produção de substâncias inflamatórias no organismo, o que contribui para o alívio do desconforto. É crucial, contudo, ter cautela com a frequência de uso: o máximo de uso seguro recomendado é de até nove dias ao mês para evitar o risco de cefaleia por uso excessivo de medicação. Entre os analgésicos mais comuns e acessíveis, destacam-se o paracetamol (como o Tylenol®) e a dipirona (como a Novalgina®). O paracetamol, em doses de 1000 mg, pode ser tomado 3 a 4 vezes ao dia, sem exceder 4000 mg por dia. Já entre os AINEs, o ibuprofeno (como o Advil®) e o ácido acetilsalicílico (como a Aspirina®) são amplamente utilizados. O ibuprofeno, por exemplo, pode ser recomendado em doses de 400 mg a cada 6 a 8 horas, ou 600 mg de 2 a 3 vezes ao dia, para adultos. Outros AINEs que podem ser indicados incluem o diclofenaco potássico e o naproxeno. É importante estar ciente de que os AINEs, especialmente com uso prolongado, podem ter efeitos colaterais gastrointestinais, renais e cardiovasculares.
Triptanos
Os Triptanos são medicamentos desenvolvidos especificamente para o tratamento da enxaqueca e da cefaleia em salvas. Sua principal ação é a vasoconstrição, ou seja, a diminuição do calibre dos vasos sanguíneos cerebrais que se dilatam durante uma crise de enxaqueca, contribuindo significativamente para a redução da dor. São mais eficazes quando tomados logo nos primeiros sintomas da crise. Geralmente, são indicados como segunda opção de tratamento, especialmente quando analgésicos e AINEs não proporcionam alívio adequado em crises consecutivas. Os triptanos mais comuns incluem o sumatriptano (Sumax® ou Imigran®), naratriptano (Naramig®) e zolmitriptano (Zomig®), além de rizatriptano (Maxalt®) e eletriptana. Contudo, seu uso é estritamente contraindicado para pessoas com fatores de risco cardiovascular, como hipertensos não controlados, e também para gestantes, devido ao seu mecanismo de ação vasoconstritor.
Antieméticos
Náuseas e vômitos são sintomas extremamente comuns e debilitantes durante as crises de enxaqueca, podendo até mesmo dificultar a absorção de outros medicamentos orais. Os antieméticos são indicados justamente para aliviar esses sintomas. O mais comum é a metoclopramida (Plasil®), que age aumentando as contrações dos músculos do trato digestivo, acelerando o esvaziamento gástrico e intestinal. Seu início de ação, quando tomado por via oral, ocorre em cerca de 30 a 60 minutos. Outro antiemético que pode ser considerado é a clorpromazina.
Corticoides
Os corticoides, como a dexametasona, prednisona ou betametasona, são geralmente reservados para situações de emergência ou crises de enxaqueca particularmente graves, quando outros medicamentos não foram eficazes. Embora não conste na bula como indicação principal, são utilizados para aliviar rapidamente a dor intensa. Podem também ser indicados para tratar a cefaleia desencadeada pelo uso excessivo de outros medicamentos. O tratamento com corticoides costuma ser de curto período devido ao risco aumentado de efeitos colaterais com o uso a longo prazo. Em casos mais severos, a metilprednisolona pode ser administrada por via intravenosa ou intramuscular em ambiente hospitalar.
Mesilato de Diidroergotamina
Pertencente à classe das ergotaminas, o mesilato de diidroergotamina é outro remédio utilizado no tratamento de crises agudas de enxaqueca. Frequentemente, é encontrado em associações medicamentosas, combinando-se com substâncias como cafeína, dipirona ou paracetamol para potencializar seu efeito analgésico, e, por vezes, com cloridrato de metoclopramida para combater as náuseas e vômitos. Exemplos de nomes comerciais incluem Cefalium®, Cefaliv®, Migraliv® ou Enxaq®. Seu uso deve ser feito sob estrita indicação e acompanhamento médico.

Novas Opções: Gepants (Ubrogepant e Rimegepant)
Em alguns países, como os Estados Unidos, medicamentos mais recentes da classe dos gepants, como o ubrogepant e o rimegepant, foram aprovados como uma terceira opção para o tratamento de crises agudas de enxaqueca. Eles são considerados quando os triptanos não se mostram eficazes em pelo menos três crises consecutivas. No entanto, é importante ressaltar que esses medicamentos ainda não estão disponíveis no Brasil, aguardando aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Medicamentos para a Prevenção da Enxaqueca: Um Plano de Longo Prazo
Para pacientes que sofrem de crises frequentes ou muito incapacitantes, o tratamento de Prevenção é fundamental. O objetivo é reduzir a frequência, a intensidade e a duração das crises, melhorando significativamente a qualidade de vida.
Antidepressivos
Várias classes de medicamentos antidepressivos são utilizadas no tratamento preventivo da enxaqueca, com destaque para os tricíclicos, como a amitriptilina e a nortriptilina. Esses medicamentos atuam inibindo a recaptação de neurotransmissores como a serotonina, uma substância crucial para o bem-estar que tende a diminuir durante as crises de enxaqueca. Ao regular esses níveis, os antidepressivos podem ajudar a diminuir a frequência e a gravidade das crises. A amitriptilina, por exemplo, é encontrada em comprimidos ou cápsulas e pode ter um efeito relaxante adicional, útil para enxaquecas com componente de tensão muscular.
Betabloqueadores
Os betabloqueadores adrenérgicos são frequentemente a primeira opção de tratamento preventivo para enxaqueca. O propranolol é um dos mais indicados, agindo ao ajudar a abrir veias e artérias, o que melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro e pode prevenir o surgimento de crises agudas. Outros exemplos incluem metoprolol, atenolol e bisoprolol.
Anticonvulsivantes
Originalmente desenvolvidos para tratar convulsões, alguns anticonvulsivantes demonstraram eficácia na prevenção da enxaqueca. O topiramato é um dos mais utilizados para esse fim em adultos, disponível em comprimidos com nomes comerciais como Topamax®, Amato® ou Têmpora®. Outro anticonvulsivante que pode ser indicado, geralmente como segunda opção, é o ácido valproico. Esses medicamentos atuam modulando a excitabilidade neuronal, tornando o sistema nervoso menos propenso a desencadear uma crise.
Bloqueadores dos Canais de Cálcio
A flunarizina é um antagonista dos canais de cálcio que é indicado para prevenir crises de enxaqueca. Sua ação consiste em evitar o estreitamento excessivo dos vasos sanguíneos cerebrais, facilitando um fluxo adequado de sangue e oxigênio para o cérebro, o que ajuda a prevenir o surgimento de novas crises. É encontrada em comprimidos ou solução oral, com nomes como Vertix® ou Vertizan®.

Anticorpos Monoclonais (Anti-CGRP)
Representando uma abordagem mais moderna e direcionada, os anticorpos monoclonais são injetáveis indicados para a prevenção de enxaquecas em pacientes que sofrem de crises frequentes (pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês). Esses medicamentos atuam bloqueando uma molécula específica, o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), que está envolvida na transmissão da dor durante uma crise de enxaqueca. Exemplos incluem o erenumabe (Pasurta®), administrado uma vez por mês, o fremanezumabe (Ajovy®), que pode ser administrado trimestralmente, e o galcanezumabe (Emgality®). A aplicação é subcutânea, podendo ser feita pelo paciente em casa após orientação médica, em alguns casos.
Toxina Botulínica A (Botox)
O uso da toxina botulínica tipo A, popularmente conhecida como Botox, é um tratamento preventivo para enxaqueca crônica, definida como dor de cabeça em mais da metade dos dias do mês. As injeções são aplicadas localmente em cerca de 31 pontos específicos ao redor do crânio, trimestralmente. A toxina botulínica atua modulando as vias responsáveis pela dor, resultando em uma redução significativa na frequência, duração e intensidade das crises. É um procedimento rápido, que não exige internação e é bem tolerado pelos pacientes.
Efeitos Colaterais Comuns dos Medicamentos para Enxaqueca
Como todo medicamento, os remédios para enxaqueca podem apresentar efeitos colaterais. É fundamental discuti-los com seu médico para que ele possa ajustar a dose ou, se necessário, indicar uma alternativa. Os efeitos mais comuns incluem:
- Sonolência
- Tontura
- Fraqueza muscular
- Alteração da sensibilidade (formigamentos nos dedos das mãos e pés)
- Alteração do apetite (aumento ou diminuição da fome)
- Boca seca
- Visão turva
- Constipação
- Sudorese excessiva
- Náuseas e diarreias
- Dificuldade de concentração
- Alterações de humor
- Úlceras no estômago (principalmente com AINEs)
- Aumento da pressão arterial e palpitações (especialmente com triptanos e ergotaminas)
- Palidez
É importante lembrar que a ocorrência e a intensidade desses efeitos variam de pessoa para pessoa e dependem do tipo de medicamento. Em caso de efeitos colaterais incômodos ou preocupantes, procure seu Neurologista.
Quem Não Deve Tomar Certos Medicamentos para Enxaqueca?
A segurança é primordial no tratamento da enxaqueca. Por isso, é crucial estar ciente das contraindicações de cada medicamento. A maioria dos remédios para enxaqueca é desaconselhada para grávidas e mulheres em fase de amamentação. Além disso, alguns medicamentos devem ser usados com extrema cautela ou são contraindicados para pessoas com certas condições de saúde preexistentes, tais como:
- Pressão alta (hipertensão arterial não controlada)
- Problemas cardíacos
- Isquemia cerebral
- Diabetes
- Colesterol alto
- Obesidade
- Doença inflamatória intestinal (para AINEs)
A consulta com um Neurologista é indispensável para que o profissional possa avaliar seu histórico de saúde completo, identificar possíveis riscos e indicar o tratamento mais seguro e eficaz, de forma individualizada.
Além dos Remédios: Estratégias Complementares para o Manejo da Enxaqueca
O tratamento da enxaqueca não se resume apenas ao uso de medicamentos. Adotar um estilo de vida saudável e gerenciar gatilhos são pilares fundamentais para reduzir a frequência e a intensidade das crises.
Alimentação e Hidratação
A relação entre alimentação e enxaqueca é bem documentada. Alguns alimentos podem atuar como gatilhos, enquanto outros possuem propriedades benéficas. É recomendado evitar o jejum prolongado e o consumo excessivo de alimentos com açúcar, frituras e ultraprocessados, que podem aumentar a inflamação no corpo. Por outro lado, a inclusão de alimentos com propriedades antioxidantes pode ajudar a aliviar o desconforto. Priorize uma dieta rica em frutas, vegetais, leguminosas, grãos integrais, ovos e peixes gordos. A hidratação adequada é vital; beba bastante água ao longo do dia. O consumo de cafeína também merece atenção: o ideal é não exceder 400 mg por dia, lembrando que café, chocolate e refrigerantes podem conter a substância.

Hábitos de Vida Saudáveis e Gestão do Estresse
A adoção de uma rotina equilibrada pode fazer uma diferença substancial no manejo da enxaqueca:
- Atividade Física Regular: Realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana ajuda na liberação de endorfinas, promovendo bem-estar e reduzindo o estresse.
- Gerenciamento do Estresse: O estresse é um dos principais gatilhos para a enxaqueca. Praticar técnicas de relaxamento como meditação, yoga ou mindfulness, e reservar momentos de lazer são cruciais.
- Sono Regular: Ter uma rotina de sono bem definida, dormindo cerca de 7 a 8 horas por noite, é essencial. A privação ou o excesso de sono podem desencadear crises.
- Evitar Exageros: Modere o consumo de álcool e cafeína. Não fumar é outra recomendação importante.
- Não Automedicar-se Excessivamente: O uso indiscriminado de analgésicos pode levar à cefaleia por uso excessivo de medicação, um ciclo vicioso difícil de quebrar.
Terapias Não Farmacológicas
Além dos medicamentos e mudanças no estilo de vida, algumas terapias podem ser úteis:
- Aparelho Cerebral (Cefaly): Este dispositivo, disponível em Portugal, utiliza neuroestimulação no nervo trigêmeo através de um eletrodo adesivo na testa. Pode ser usado para tratar a crise aguda, preveni-la ou combater o estresse.
- Injeções de Anestésicos Locais: A lidocaína, um anestésico local, pode ser injetada em nervos específicos na parte de trás da cabeça. É eficaz no alívio agudo da dor, especialmente na enxaqueca e cefaleia tipo tensão, e pode ter efeito preventivo.
A combinação de um tratamento medicamentoso adequado, supervisionado por um Neurologista, com estratégias de estilo de vida e terapias complementares, é a abordagem mais eficaz para controlar as enxaquecas fortes e melhorar a qualidade de vida.
Tabela Comparativa de Medicamentos Comuns para Crises Agudas de Enxaqueca
| Classe de Medicamento | Exemplos Comuns | Mecanismo de Ação Principal | Indicações Principais | Observações Importantes |
|---|---|---|---|---|
| Analgésicos | Paracetamol, Dipirona | Alívio da dor, redução da febre (Paracetamol) | Crises leves a moderadas, quando AINEs são contraindicados ou não tolerados. | Uso máximo de 4000 mg/dia para paracetamol. Risco de danos hepáticos em doses altas. |
| Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) | Ibuprofeno, Ácido Acetilsalicílico, Naproxeno | Redução da inflamação e da dor | Crises leves a moderadas. | Uso máximo de 9 dias/mês. Risco de efeitos gastrointestinais, renais e cardiovasculares. |
| Triptanos | Sumatriptano, Naratriptano, Zolmitriptano | Vasoconstrição dos vasos cerebrais, bloqueio da dor | Crises agudas de enxaqueca (com ou sem aura), mais eficazes no início da crise. Segunda linha. | Contraindicados para problemas cardiovasculares e gestantes. Uso sob prescrição médica. |
| Antieméticos | Metoclopramida, Clorpromazina | Alívio de náuseas e vômitos | Sintomas associados à enxaqueca, para melhorar conforto e absorção de outros meds. | Podem ser usados em conjunto com analgésicos. Início de ação rápido para metoclopramida. |
| Corticoides | Dexametasona, Prednisona | Potente ação anti-inflamatória | Crises graves, refratárias, ou enxaqueca por uso excessivo de medicação. | Uso pontual e de curta duração devido a efeitos colaterais. Sob estrita orientação médica. |
| Derivados do Ergot | Mesilato de Diidroergotamina (em associações) | Vasoconstrição, alívio da dor | Crises agudas de enxaqueca. | Frequentemente combinados com cafeína/analgésicos. Requer prescrição médica. |
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Enxaquecas Fortes
Qual o melhor remédio para enxaqueca?
Não existe um "melhor" remédio universal para enxaqueca, pois o tratamento ideal é altamente individualizado. O medicamento mais indicado depende da frequência e intensidade das crises, da presença de outros sintomas, do histórico de saúde do paciente e de possíveis contraindicações. Para crises agudas, analgésicos e AINEs são frequentemente a primeira escolha, enquanto os Triptanos são específicos para enxaquecas mais severas. Para Prevenção, há uma gama de opções, incluindo betabloqueadores, antidepressivos e anticorpos monoclonais. A escolha deve ser sempre feita por um Neurologista após uma avaliação completa.
Posso me automedicar para enxaqueca forte?
A Automedicação para enxaquecas fortes é veementemente desaconselhada. Embora a busca por alívio imediato seja compreensível, o uso indiscriminado de medicamentos pode trazer riscos sérios. Isso inclui o agravamento dos sintomas, o desenvolvimento de cefaleia por uso excessivo de medicação (um ciclo vicioso de dor), e o risco de efeitos colaterais graves que podem afetar o coração, fígado e rins. Além disso, muitos medicamentos para enxaqueca possuem contraindicações importantes que só um profissional de saúde pode identificar. Consulte sempre um médico ou Neurologista para um diagnóstico preciso e a prescrição do tratamento adequado.
Quanto tempo um remédio para enxaqueca leva para fazer efeito?
O tempo para o início do efeito varia conforme o tipo de medicamento e a via de administração. Analgésicos e AINEs orais geralmente começam a agir em 30 a 60 minutos. Triptanos orais também podem levar de 30 minutos a 2 horas para atingir o efeito máximo, dependendo do triptano específico e da absorção individual. Formas como sprays nasais ou injetáveis (triptanos, metilprednisolona) tendem a ter um início de ação mais rápido, por vezes em 15 a 30 minutos. Antieméticos como a metoclopramida, quando tomados oralmente, geralmente iniciam seu efeito em 30 a 60 minutos. Para tratamentos preventivos, o efeito não é imediato e pode levar semanas ou meses para ser plenamente observado, exigindo adesão e paciência.
Quais alimentos devo evitar se tenho enxaqueca?
Embora os gatilhos alimentares variem entre os indivíduos, alguns itens são frequentemente associados ao desencadeamento de crises de enxaqueca e devem ser consumidos com cautela ou evitados. Estes incluem:
- Alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar refinado.
- Frituras e alimentos com alto teor de gordura.
- Jejum prolongado, que pode levar à hipoglicemia.
- Excesso de cafeína (embora pequenas quantidades possam ajudar alguns, o excesso ou a abstinência podem ser gatilhos).
- Bebidas alcoólicas, especialmente vinho tinto.
- Certos queijos envelhecidos, carnes processadas (embutidos) e alimentos com glutamato monossódico (MSG).
É importante manter um diário alimentar para identificar seus próprios gatilhos e discutir isso com seu médico ou um nutricionista.
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