05/04/2022
Em nosso dia a dia, somos constantemente confrontados com situações que nos desafiam, sejam elas pequenas frustrações ou grandes crises. A forma como reagimos e nos adaptamos a essas circunstâncias adversas ou estressantes é conhecida como coping. Este conceito, fundamental na psicologia, descreve o conjunto de estratégias utilizadas pelas pessoas para lidar com as demandas internas e externas que surgem em momentos de tensão. Longe de ser uma resposta passiva, o coping envolve esforços deliberados, sejam eles cognitivos ou comportamentis, que visam administrar, reduzir ou tolerar o estresse, sendo um pilar essencial para a nossa adaptação e bem-estar.

- A Jornada do Conceito de Coping: Uma Perspectiva Histórica
- Modelos Teóricos do Coping: Desvendando as Estratégias
- Estilos e Estratégias de Coping: Distinções Fundamentais
- A Eficácia das Estratégias de Coping: Uma Análise Complexa
- Coping e Desenvolvimento: As Diferenças na Infância e Adolescência
- Questões para Pesquisas Futuras e a Realidade Brasileira
- Perguntas Frequentes sobre Coping
A Jornada do Conceito de Coping: Uma Perspectiva Histórica
O estudo do coping tem uma rica história na psicologia, evoluindo significativamente ao longo do tempo. Pesquisadores de diferentes gerações contribuíram para a compreensão deste complexo fenômeno, cada um com suas próprias lentes teóricas e metodológicas.
As Gerações de Pesquisadores e Suas Contribuições
Primeira Geração: A Psicologia do Ego e os Mecanismos de Defesa
No início do século XX, pesquisadores ligados à psicologia do ego concebiam o coping como um correlato dos mecanismos de defesa. Nessa perspectiva, as respostas ao estresse eram vistas como motivadas interna e inconscientemente, com o objetivo de lidar com conflitos sexuais e agressivos. Eventos externos e ambientais, embora posteriormente incluídos, eram hierarquizados em termos de maturidade e adaptabilidade, da mesma forma que os mecanismos de defesa. Para esta primeira geração, o estilo de coping era considerado estável, inserido numa hierarquia que ia da saúde à psicopatologia.
Com o tempo, distinções importantes começaram a ser feitas entre os mecanismos de defesa e o coping propriamente dito. Enquanto os mecanismos de defesa eram classificados como rígidos, inadequados à realidade externa, originários do passado e inconscientes, os comportamentos de coping eram vistos como mais flexíveis, propositais, adequados à realidade, orientados para o futuro e derivados de elementos conscientes. Apesar dessas distinções, essa abordagem inicial foi criticada pelas dificuldades teóricas da psicologia do ego em testar empiricamente suas concepções.
Segunda Geração: O Processo Transacional e a Abordagem Cognitiva
A partir da década de 1960, uma nova perspectiva emergiu, focando nos comportamentos de coping e seus determinantes cognitivos e situacionais. Pesquisadores passaram a conceituar o coping como um processo transacional entre a pessoa e o ambiente, enfatizando o processo em si, tanto quanto os traços de personalidade. Essa época foi marcada por avanços significativos, especialmente com as publicações de Lazarus e Folkman, que definiram coping como um conjunto de esforços cognitivos e comportamentais utilizados para lidar com demandas específicas que sobrecarregam ou excedem os recursos pessoais.
Terceira Geração: Coping e Personalidade – Uma Convergência Necessária
Mais recentemente, uma terceira geração de pesquisadores tem se dedicado ao estudo das convergências entre coping e personalidade. Essa tendência é impulsionada pela crescente evidência de que fatores situacionais sozinhos não conseguem explicar toda a variação nas estratégias de coping. O modelo dos Cinco Grandes Fatores da personalidade, por exemplo, tem ampliado os estudos nessa direção. Traços como otimismo, rigidez, autoestima e locus de controle são amplamente estudados em sua relação com as estratégias de coping, reconhecendo que a personalidade desempenha um papel importante na escolha e eficácia das respostas ao estresse.
Modelos Teóricos do Coping: Desvendando as Estratégias
Para compreender a complexidade do coping, diversos modelos teóricos foram propostos. Dois dos mais influentes são os de Folkman e Lazarus, e de Rudolph, Denning e Weisz.
O Modelo de Folkman e Lazarus: Foco no Problema e na Emoção
Na perspectiva cognitivista, Folkman e Lazarus (1980) propuseram um modelo que divide o coping em duas categorias funcionais principais: coping focalizado no problema e coping focalizado na emoção. Essa divisão baseia-se em análises fatoriais que identificaram esses dois tipos de estratégias. Para eles, coping é definido como um conjunto de esforços, cognitivos e comportamentais, que os indivíduos utilizam para lidar com demandas específicas, internas ou externas, que surgem em situações de estressor e são avaliadas como sobrecarregando ou excedendo seus recursos pessoais.
Essa definição implica que as estratégias de coping são ações deliberadas, que podem ser aprendidas, usadas e descartadas. Mecanismos de defesa inconscientes e não intencionais, como negação ou regressão, não são considerados estratégias de coping. Além disso, resultados como somatização ou competência são vistos como produtos dos esforços de coping, não as estratégias em si.
Avaliação Primária e Secundária: A Percepção do Estressor
O modelo de Folkman e Lazarus envolve quatro conceitos principais: (a) coping é um processo ou uma interação entre o indivíduo e o ambiente; (b) sua função é a administração da situação estressora, não necessariamente o controle ou domínio; (c) os processos de coping pressupõem a noção de avaliação, ou seja, como o fenômeno é percebido, interpretado e cognitivamente representado; (d) o processo de coping é uma mobilização de esforço, onde os indivíduos empreendem esforços cognitivos e comportamentais para gerenciar as demandas. Este modelo é frequentemente referido como um dos mais abrangentes existentes.
O uso de estratégias focalizadas no problema ou na emoção depende de uma avaliação da situação estressora. Na avaliação primária, os indivíduos verificam o risco envolvido na situação. Na avaliação secundária, analisam os recursos disponíveis e as opções para lidar com o problema. Em situações avaliadas como modificáveis, o coping focalizado no problema tende a ser empregado, enquanto o coping focalizado na emoção é mais utilizado em situações percebidas como inalteráveis.
O Modelo de Rudolph, Denning e Weisz: O Episódio de Coping
Rudolph, Denning e Weisz (1995) apontaram contradições nas definições de coping, especialmente a confusão entre tentativas de coping e resultados de coping. Para eles, o coping deve ser entendido como um episódio, no qual há uma tentativa de separar três aspectos fundamentais: uma resposta de coping, um objetivo subjacente a essa resposta e um resultado. Uma resposta de coping é uma ação intencional (física ou mental) iniciada em resposta a um estressor percebido, enquanto uma resposta de estresse é uma reação emocional ou comportamental espontânea e não intencional.
O objetivo do coping, nesta perspectiva, é a intenção de uma resposta de coping, geralmente orientada para a redução do estresse. Os autores distinguem entre resultados de coping (consequências específicas da resposta de coping) e resultados de estresse (consequências imediatas da resposta de estresse), ambos podendo promover ou não a adaptação do indivíduo.
Moderadores e Mediadores: As Variáveis que Influenciam o Coping
Para Rudolph e colaboradores, o episódio de coping faz parte de um processo que sofre influência de múltiplas variáveis, classificadas como moderadores e mediadores:
| Tipo de Variável | Definição | Exemplos (no contexto de coping) |
|---|---|---|
| Moderadores | Variáveis pré-existentes que afetam a direção ou a intensidade da relação entre uma variável independente e uma variável dependente (e.g., entre estressor e resultado do coping). Refletem características que influenciam o resultado, mas não são influenciadas pelo estressor ou pela resposta de coping. | Características da pessoa (nível de desenvolvimento, gênero, experiência prévia, temperamento), do estressor (tipo, controlabilidade), do contexto (influência paterna, suporte social). |
| Mediadores | Mecanismos através dos quais a variável independente influencia a variável dependente. São acionados durante o episódio de coping. | Avaliação cognitiva, desenvolvimento da atenção. |
A falta de unanimidade nestes conceitos levou a diferentes nomenclaturas. O que Rudolph e colaboradores descrevem como moderadores pode ser relacionado aos recursos pessoais e socioecológicos de coping, que incluem saúde física, crenças, experiências prévias, inteligência, relacionamentos familiares e sociais, e recursos econômicos. A disponibilidade destes recursos afeta a avaliação do evento e determina quais estratégias o indivíduo pode usar, atuando como fatores de risco ou resistência à vulnerabilidade ao estresse.
Estilos e Estratégias de Coping: Distinções Fundamentais
No estudo do coping, é crucial distinguir entre estilos e estratégias, embora a distinção não seja sempre consensual. Em geral, os estilos de coping estão mais relacionados a características de personalidade ou a resultados gerais de coping, enquanto as estratégias se referem a ações cognitivas ou comportamentais específicas tomadas durante um episódio particular de estresse. Embora os estilos possam influenciar a escolha das estratégias, são fenômenos distintos com diferentes origens teóricas.
Estilos de Coping: Padrões Habituais de Resposta
As pessoas desenvolvem formas habituais de lidar com o estresse, e esses hábitos ou estilos de coping podem influenciar suas reações em novas situações. Um estilo de coping não necessariamente implica a presença de traços de personalidade subjacentes que predispõem a pessoa a responder de determinada forma, mas pode refletir uma tendência a responder de um jeito particular frente a uma série específica de circunstâncias. A literatura apresenta diversas tipologias de estilos de coping, muitas das quais com elementos em comum:
| Estilo de Coping | Descrição | Características |
|---|---|---|
| Tipo A vs. Tipo B | Estilo de lidar com eventos potencialmente incontroláveis. | Tipo A: luta competitiva, senso de urgência, impaciência e agressividade-hostilidade. Faz mais esforços para controlar a situação. Tipo B: oposto. |
| Monitorador vs. Desatento | Estilo de atenção do indivíduo em situação de estresse. | Monitorador: alerta, sensibilizado a aspectos negativos, atenção vigilante, busca informações. Desatento: distração, proteção cognitiva, afasta-se da ameaça, evita informações. |
| Primário vs. Secundário | Foco do coping em relação à situação. | Primário: lidar com situações ou condições objetivas. Secundário: adaptação da pessoa às condições de estresse. |
| Passivo vs. Ativo / Aproximação vs. Evitação | Esforço em relação ao foco do estressor. | Ativo/Aproximação: esforços de aproximação do foco de estresse. Passivo/Evitação: evita o foco de estresse. |
| Pró-social vs. Anti-social (em crianças) | Comportamento de sociabilidade em crianças. | Pró-social: procura ajuda de outros. Anti-social: ação agressiva contra outros. |
Estratégias de Coping: Ações em Resposta ao Estressor
Ao contrário dos estilos, as estratégias de coping são vinculadas a fatores situacionais e podem mudar a cada momento durante uma situação estressante. Elas refletem ações, comportamentos ou pensamentos usados para lidar com um estressor específico.
Coping Focalizado na Emoção
Esta estratégia é um esforço para regular o estado emocional associado ao estresse. Seu objetivo é alterar o estado emocional do indivíduo, seja a nível somático ou de sentimentos. Exemplos incluem fumar, tomar um tranquilizante, assistir a uma comédia, ou fazer exercícios para reduzir a tensão física desagradável.
Coping Focalizado no Problema
Constitui-se em um esforço para atuar diretamente na situação que originou o estresse, tentando modificá-la. A função é alterar o problema existente na relação entre a pessoa e o ambiente. Pode ser direcionado externamente (e.g., negociar um conflito, pedir ajuda prática) ou internamente (e.g., reestruturação cognitiva, redefinição do estressor).
Coping Focalizado nas Relações Interpessoais (Apoio Social)
Mais recentemente, uma terceira estratégia foi proposta, focada na busca de apoio em pessoas do círculo social para a resolução da situação estressante. Esta abordagem busca entender o papel da personalidade e dos fatores situacionais na escolha das estratégias de coping.
É importante notar que ambas as estratégias, focalizada no problema e na emoção, são frequentemente usadas em conjunto durante episódios estressantes. O coping focado na emoção pode, inclusive, facilitar o coping focado no problema ao reduzir a tensão, e vice-versa. A eficácia de cada estratégia varia de acordo com o tipo de estressor.
A Eficácia das Estratégias de Coping: Uma Análise Complexa
A eficácia das estratégias de coping é um aspecto controverso. Embora o julgamento sobre a adaptabilidade das estratégias possa ser subjetivo, o coping deve ser visto como independente de seu resultado. Qualquer tentativa de administrar o estressor é considerada coping, independentemente do sucesso. Assim, uma estratégia não é intrinsecamente boa ou má, adaptativa ou mal adaptativa. É necessário considerar a natureza do estressor, a disponibilidade de recursos de coping e o resultado do esforço.
A eficácia do coping é caracterizada por flexibilidade e mudança. Novas demandas requerem novas formas de coping, pois uma estratégia não é eficaz para todos os tipos de estresse. Além disso, o resultado de uma estratégia pode mudar com o tempo, e uma estratégia que alivia o estresse imediatamente pode causar dificuldades futuras. O processo de coping é complexo, com estratégias sendo utilizadas individualmente, consecutivamente e em combinação, o que pode confundir o impacto de uma estratégia isolada.
Coping e Desenvolvimento: As Diferenças na Infância e Adolescência
Os processos de coping variam significativamente ao longo do desenvolvimento da pessoa, devido às grandes modificações nas condições de vida e experiências. Isso implica que não apenas o envelhecimento, mas também o significado dos eventos estressantes em diferentes momentos da vida influenciam o coping, sugerindo a importância de estudos longitudinais.
A Necessidade de uma Teoria Específica para Crianças
Embora muitas pesquisas sobre coping na criança utilizem a teoria de Lazarus e Folkman, há uma necessidade apontada por Compas (1987) de adaptações para aplicar essas noções a crianças e adolescentes. Para entender o coping na infância, é crucial considerar o contexto social da criança e sua dependência do adulto para a sobrevivência. Além disso, os esforços de coping da criança são limitados por sua preparação biológica e psicológica para responder ao estresse. Características do desenvolvimento cognitivo e social, como auto percepção, autoeficácia, mecanismos de autocontrole e relacionamentos, afetam o que as crianças experienciam como estresse e como elas lidam com isso.
Ryan-Wenger (1992) enfatiza a necessidade de uma teoria de stress-coping específica para a criança, pois os estressores infantis (situações com pais, família, professores, condições socioeconômicas) não são os mesmos dos adultos e muitas vezes estão fora de seu controle direto. O nível de desenvolvimento cognitivo também influencia o uso de estratégias, pois a avaliação de um estressor envolve processos complexos, como relacionar o evento com experiências passadas, definir seus parâmetros (intensidade, duração) e avaliar sua probabilidade de ocorrência.
Influências do Gênero e da Idade nas Estratégias de Coping
Estudos sobre coping em crianças têm investigado eventos estressantes como divórcio dos pais, hospitalização e resultados escolares. Nesses estudos, potenciais diferenças relacionadas a gênero e idade no uso de estratégias de coping foram descritas. O gênero pode influenciar a escolha das estratégias devido a diferentes processos de socialização: meninas podem ser socializadas para usar estratégias pró-sociais, enquanto meninos podem ser incentivados a serem independentes e competitivos.
Quanto à idade, sugere-se que as habilidades para usar coping focalizado no problema ou na emoção emergem em diferentes pontos do desenvolvimento. As habilidades para o coping focalizado no problema parecem ser adquiridas mais cedo, nos anos pré-escolares, desenvolvendo-se até aproximadamente 8 a 10 anos de idade. Já as habilidades de coping focalizado na emoção tendem a aparecer mais tarde na infância e se desenvolvem durante a adolescência, pois crianças muito pequenas ainda não têm plena consciência de seus próprios estados emocionais. Além disso, aprender habilidades de coping focalizadas na emoção por modelagem é mais difícil do que aprender as focalizadas no problema, que são mais facilmente observadas no comportamento dos adultos. Adolescentes utilizam mais coping focalizado na emoção do que crianças, sugerindo que essas mudanças no desenvolvimento do coping ocorrem até o final da adolescência.
Questões para Pesquisas Futuras e a Realidade Brasileira
Apesar dos avanços, o campo do coping ainda apresenta pontos controversos que necessitam de mais pesquisa. Um deles é a necessidade de separar claramente a tentativa de coping de sua resposta, a fim de usar o conceito como preditor de ajustamento e evitar achados circulares. Outra questão relevante é a confusão teórica na utilização de conceitos como estilos, estratégias e tipologias. A grande diversidade de modelos e instrumentos de medida, embora útil, por vezes descreve construtos similares com nomenclaturas diferentes.
Clarificação de Construtos e Terminologias
É fundamental que pesquisas futuras busquem harmonizar as definições e taxonomias para um entendimento mais compreensivo da estrutura do coping. Isso evitaria a proliferação de instrumentos que, na prática, medem o mesmo conceito sob nomes distintos.
Estabilidade e Consistência do Coping
Duas questões importantes dizem respeito à estabilidade (manutenção do uso de estratégias ao longo do tempo) e à consistência (compatibilidade da forma de lidar com estressores com traços de personalidade). Há debates sobre a influência da memória nas apreciações dos indivíduos sobre suas estratégias de coping e sobre a variabilidade das respostas em diferentes situações. As informações coletadas até o momento não são suficientes para determinar plenamente a influência dos fatores situacionais e disposicionais sobre o coping, impedindo previsões mais precisas sobre seu desenvolvimento.
Desenvolvimento de Instrumentos Adaptados no Brasil
No Brasil, poucos pesquisadores têm se dedicado a essa área, e há uma grande necessidade de construir um modelo específico para a avaliação do coping em crianças, considerando as diferenças evolutivas e a adequação dos instrumentos a essa população. O desenvolvimento de instrumentos adaptados e válidos é crucial para favorecer a pesquisa em coping no país. A realidade brasileira, com a exposição de muitas crianças e adolescentes a situações de estresse, torna o estudo do coping ainda mais relevante. Compreender como esses indivíduos superam adversidades e se desenvolvem de forma adaptada, apesar de ambientes desafiadores, é essencial. O coping atua como um elemento de proteção vital nesse contexto.
Por essas razões, o desenvolvimento de estudos sobre coping, tanto teóricos quanto empíricos, é fundamental. Isso pode contribuir para a criação de programas de intervenção e políticas sociais mais adequadas à população brasileira, promovendo maior resiliência e bem-estar diante dos desafios cotidianos.
Perguntas Frequentes sobre Coping
- O que é coping?
- Coping é o conjunto de estratégias cognitivas e comportamentais que as pessoas utilizam para se adaptar e lidar com circunstâncias adversas ou estressantes, buscando administrar, reduzir ou tolerar o estresse.
- Qual a diferença entre estilo e estratégia de coping?
- Estilos de coping são formas habituais e mais estáveis de reagir ao estresse, frequentemente ligadas a traços de personalidade ou tendências gerais. Já as estratégias de coping são ações ou pensamentos específicos e maleáveis, utilizados em resposta a um estressor particular em um determinado momento.
- Existem estratégias de coping "boas" ou "más"?
- Não. Nenhuma estratégia de coping é intrinsecamente boa ou má. A eficácia de uma estratégia depende da natureza do estressor, dos recursos disponíveis do indivíduo e do contexto. O que funciona em uma situação pode não ser eficaz em outra.
- Como o coping se manifesta em crianças?
- Em crianças, o coping é influenciado pelo seu nível de desenvolvimento cognitivo e social. Estratégias focalizadas no problema tendem a surgir mais cedo, enquanto as focalizadas na emoção se desenvolvem mais tarde. Fatores como gênero e a dependência do adulto também impactam as escolhas de coping infantil.
- Por que é importante pesquisar coping no Brasil?
- Pesquisar coping no Brasil é crucial devido à alta exposição da população, especialmente crianças e adolescentes, a situações de estresse. Entender como as pessoas desenvolvem resiliência e se adaptam pode subsidiar a criação de programas de intervenção e políticas sociais mais eficazes para promover o bem-estar e a saúde mental.
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