26/12/2022
No cenário global de saúde e trabalho, a proteção da saúde dos trabalhadores assume uma importância inegável. Anualmente, o Dia Mundial da Saúde serve como um lembrete crucial da necessidade de focar na prevenção das doenças profissionais, um flagelo que ceifa milhões de vidas e impacta significativamente a qualidade de vida de muitos outros. De acordo com a Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho (EU-OSHA), cerca de 2,4 milhões de pessoas morrem anualmente em todo o mundo devido a doenças relacionadas com o trabalho, sendo que 200.000 dessas mortes ocorrem apenas na Europa. Em Portugal, e seguindo uma tendência global, as lesões musculoesqueléticas (LME) destacam-se como as perturbações de saúde mais prevalentes e preocupantes entre os trabalhadores, contribuindo para elevados níveis de absentismo e incapacidade. Notavelmente, estas afetam desproporcionalmente as mulheres, muitas vezes devido à natureza repetitiva das suas atividades laborais, enquanto os homens são mais frequentemente vítimas de acidentes de trabalho. Contudo, o panorama atual do mundo do trabalho também revela um crescimento alarmante dos problemas associados à saúde mental, como a ansiedade e a depressão. Este artigo visa desvendar as doenças profissionais mais comuns, identificar as profissões de maior risco e apresentar as medidas preventivas essenciais para salvaguardar a saúde e o bem-estar no ambiente de trabalho.

- O Que Constitui Uma Doença Profissional ou Ocupacional?
- Categorias e Exemplos de Doenças Profissionais
- Lesões Por Esforço Repetitivo (LER): Um Desafio Crescente
- As 10 Principais Doenças Profissionais Mais Comuns
- Profissões de Maior Risco para Doenças Profissionais
- Estratégias Essenciais para a Prevenção de Doenças Profissionais
- Perguntas Frequentes Sobre Doenças Profissionais
- 1. Quem pode diagnosticar uma doença profissional?
- 2. Quais são os primeiros passos ao suspeitar de uma doença profissional?
- 3. Qual a importância da ergonomia na prevenção de doenças profissionais?
- 4. As doenças profissionais são sempre visíveis ou podem ser silenciosas?
- 5. O que é a Medicina do Trabalho e qual o seu papel?
- Conclusão
O Que Constitui Uma Doença Profissional ou Ocupacional?
Para compreendermos a dimensão deste desafio, é fundamental definir o que se entende por doença profissional. Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), estas são todas as condições de saúde "contraídas pelo trabalhador na sequência de uma exposição a um ou mais fatores de risco presentes na atividade profissional, nas condições de trabalho e/ou nas técnicas usadas durante o trabalho". Em Portugal, a legislação estabelece que são consideradas doenças profissionais todas as que constam na Lista das doenças profissionais, conforme o Decreto Regulamentar n.º 76/2007, de 17 de julho. É importante salientar que esta definição não se limita apenas à lista oficial. Também são abrangidas todas as outras lesões corporais, perturbações funcionais ou doenças que, embora ausentes da lista, demonstrem uma relação direta e comprovada com a atividade laboral, conforme previsto no artigo 283.º do Código do Trabalho. Excluem-se, naturalmente, as consequências do desgaste normal do organismo associado ao envelhecimento, distinguindo-as das condições puramente relacionadas com o trabalho.
Categorias e Exemplos de Doenças Profissionais
As doenças profissionais podem ser agrupadas em diversas categorias, refletindo a vasta gama de riscos a que os trabalhadores podem ser expostos. Estas categorias ajudam a classificar e a entender a natureza das afecções, orientando as estratégias de prevenção. São elas:
- Doenças provocadas por agentes químicos: Resultam da exposição a substâncias tóxicas presentes no ambiente de trabalho. Exemplos comuns incluem a exposição a chumbo, mercúrio e arsénio, que podem causar uma variedade de sintomas, desde perturbações gastrintestinais agudas até condições crónicas como a osteosclerose.
- Doenças do aparelho respiratório: Desenvolvem-se devido à inalação de partículas, poeiras ou gases nocivos. Materiais como sílica, amianto, carvão, cortiça e madeira são frequentemente associados a doenças como a fibrose pulmonar, enfisema e até carcinoma pulmonar, representando um risco significativo para a capacidade respiratória dos trabalhadores.
- Doenças cutâneas e outras: Surgem do contacto direto ou prolongado com substâncias irritantes ou alergénicas. Cimento, crómio, níquel, resinas epóxi, proteínas do látex e fungos são alguns dos agentes que podem levar a condições como dermites de contacto, urticária e outras reações alérgicas sistémicas.
- Doenças provocadas por agentes físicos: Resultam da exposição a fatores ambientais como radiação (ionizante, infravermelha, ultravioleta ou laser), pressão, ruído, vibrações, sobrecarga física, luminosidade fraca ou o uso contínuo da voz. Estas podem manifestar-se como perda auditiva, cataratas, síndromes vertiginosas, ou até tumores malignos da pele.
- Doenças infeciosas e parasitárias: São contraídas através do contacto com agentes biológicos no ambiente de trabalho. Exemplos incluem tétano, tuberculose, meningite, hepatite, raiva, e outras, especialmente em profissões que envolvem contacto com fluidos corporais, animais ou ambientes contaminados.
Para ilustrar melhor a diversidade destas doenças, apresentamos alguns exemplos específicos:
| Agentes Químicos | Aparelho Respiratório | Cutâneas e Outras | Agentes Físicos |
|---|---|---|---|
| – Estomatite – Ulceração cutânea ou das mucosas – Conjuntivite – Perturbações gastrintestinais agudas – Osteosclerose – Icterícia – Intoxicações | – Fibrose e enfisema pulmonar – Insuficiência respiratória aguda – Carcinoma pulmonar – Asma profissional | – Candidíase cutânea – Dermite de contacto alérgica, irritativa, traumática ou eczematiforme – Urticária – Rinite – Reações alérgicas sistémicas – Foliculite | – Anemia – Radiodermite – Catarata – Tumores malignos da pele – Leucemia – Sarcoma ósseo – Síndrome vertiginosa – Otite – Laringite crónica |
Lesões Por Esforço Repetitivo (LER): Um Desafio Crescente
As Lesões por Esforço Repetitivo (LER) representam um capítulo à parte nas doenças profissionais, dada a sua crescente prevalência, especialmente com a disseminação das novas tecnologias. Como o próprio nome sugere, estas lesões são causadas por movimentos idênticos e constantes, frequentemente agravados por posturas incorretas e o levantamento inadequado de pesos. As LER são particularmente comuns entre os jovens, que passam longas horas a utilizar computadores, telemóveis e outros dispositivos digitais, muitas vezes sem a devida atenção à ergonomia e às pausas necessárias. O grande problema das LER é que muitas vezes os sintomas iniciais são subtis, e os trabalhadores só procuram ajuda quando a dor se torna incapacitante, impedindo a realização das tarefas mais básicas. Este atraso no diagnóstico e na intervenção sublinha a urgência de medidas de prevenção e de programas de sensibilização para a importância da segurança e da saúde no trabalho.
As 10 Principais Doenças Profissionais Mais Comuns
De acordo com um inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em 2020, as doenças profissionais mais graves em Portugal incluem problemas ósseos, articulares e musculares. Contudo, mais da metade dos inquiridos (54%) também reportaram exposição a fatores de risco para a saúde mental. A seguir, detalhamos dez das doenças profissionais mais comuns, com base na sua incidência e impacto:
- Epicondilite: Conhecida popularmente como “cotovelo do tenista”, esta condição envolve a degeneração e inflamação dos tendões do cotovelo, resultando em dor e inchaço. É comum em atividades que exigem movimentos repetitivos do antebraço, como pintar, cozinhar, trabalhar com madeira (carpinteiros, marceneiros) ou conduzir veículos por longos períodos.
- Síndrome do Túnel Cárpico: Resulta da compressão do nervo mediano no punho, afetando a mão e os dedos. Os sintomas incluem dor, dormência e formigueiro, sendo o movimento repetitivo das mãos o principal fator de risco. É prevalente em profissões que exigem uso constante e repetitivo das mãos, como digitadores, montadores e costureiras.
- Burnout: Considerado um estado de exaustão extrema, o burnout é uma doença profissional que deriva do stress laboral crónico. Afeta particularmente profissionais que lidam com o público ou em serviços de ajuda, como profissionais de saúde, assistentes sociais e professores, que experienciam demandas emocionais intensas e contínuas.
- Rizartrose: Embora mais comum em mulheres com mais de 40 anos, pode afetar qualquer trabalhador. Consiste na deterioração da cartilagem dos polegares, causando inflamação, rigidez, deformação e destruição das articulações. A dor na ligação do polegar ao punho, associada a traumatismos e movimentos repetitivos, pode ser altamente incapacitante.
- Bursite do Cotovelo: Informalmente conhecida como “dor de cotovelo”, surge da inflamação de uma bursa (pequena bolsa de líquido que amortece articulações), acompanhada de inchaço. É provocada por movimentos repetitivos ou traumatismos diretos na região do cotovelo.
- Lombalgia: Refere-se à dor na região lombar (fundo das costas). É uma das causas mais frequentes de afastamento do trabalho e de reforma por doença profissional/invalidez, estando associada a más posturas, levantamento e movimentação de cargas pesadas, ou longos períodos sentado sem apoio adequado.
- Tendinite: É a inflamação de um tendão, a estrutura que une músculos e ossos. Resulta de movimentos repetitivos ou sobrecarga. Os trabalhadores com tendinite sentem dores ligeiras no início, que se agravam progressivamente, afetando a capacidade de realizar movimentos específicos.
- Hérnia de Disco: Caracteriza-se pela compressão das estruturas nervosas (medula espinal) devido ao deslocamento de um disco intervertebral. Ao comprimir um nervo, causa dor intensa, dormência e fraqueza muscular, geralmente no braço e na mão (braquialgia), pescoço (cervical), perna e pé (ciática) ou costas (lombar). É frequentemente uma consequência do levantamento de cargas pesadas e de movimentos repetitivos.
- Cervicalgia: Dor e rigidez na região cervical (pescoço), que pode ser acompanhada de formigueiro, perda de sensibilidade e fraqueza muscular nos braços. Geralmente, resulta do enfraquecimento dos músculos do pescoço devido a má postura prolongada (especialmente em trabalhos de secretariado e informática) ou traumatismos.
- Tenossinovite: Também conhecida como “dedo em gatilho” ou “em mola”, esta condição envolve a formação de nódulos ou edemas nos tendões dos dedos da mão. Os sintomas incluem dor, ressalto e bloqueio do dedo, impedindo que este seja esticado ou dobrado completamente, e está frequentemente associada a traumatismos repetitivos ou sobrecarga.
Profissões de Maior Risco para Doenças Profissionais
Embora todas as profissões apresentem algum nível de risco, certas atividades laborais expõem os trabalhadores a condições que aumentam significativamente a probabilidade de desenvolverem doenças profissionais. A identificação dessas profissões é crucial para a implementação de medidas preventivas direcionadas. Entre as profissões de maior risco, destacam-se:
- Trabalhadores agrícolas, silvícolas e pescadores: Expostos a variações climáticas, agentes químicos (pesticidas), esforço físico intenso e riscos biológicos.
- Trabalhadores da construção civil: Sujeitos a ruído, vibrações, levantamento de cargas pesadas, poeiras (sílica) e riscos de quedas.
- Carpinteiros, marceneiros e pintores: Em risco de lesões musculoesqueléticas devido a movimentos repetitivos e exposição a químicos (tintas, solventes, poeiras de madeira).
- Cozinheiros e talhantes: Sofrem com movimentos repetitivos, posturas forçadas, exposição a altas temperaturas e riscos de cortes.
- Motoristas: Propensos a lombalgias e cervicalgias devido a longas horas sentados, vibrações e posturas inadequadas.
- Enfermeiros e outros profissionais de saúde: Elevado risco de burnout, doenças infeciosas, lesões por esforço e violência no local de trabalho.
- Empregados de limpeza: Expostos a produtos químicos, esforço físico e posturas forçadas.
- Mineiros: Risco de doenças respiratórias (silicose, pneumoconiose), problemas auditivos e lesões musculoesqueléticas.
- Operadores de máquinas e carregadores/descarregadores: Sujeitos a vibrações, ruído, levantamento de cargas pesadas e movimentos repetitivos.
- Artesãos: Podem desenvolver LER e problemas musculoesqueléticos devido à natureza detalhada e repetitiva do seu trabalho.
- Secretários e trabalhadores de escritório: Embora pareçam menos arriscados, são altamente propensos a cervicalgias, lombalgias, síndrome do túnel cárpico e problemas de visão devido a posturas prolongadas e uso intensivo de computadores.
- Bailarinos: Sujeitos a lesões musculoesqueléticas graves devido à intensa exigência física e movimentos repetitivos e de alto impacto.
Estratégias Essenciais para a Prevenção de Doenças Profissionais
A boa notícia é que a maioria das doenças profissionais pode ser prevenida com a implementação de medidas adequadas e uma cultura de saúde e segurança no trabalho. A prevenção é um investimento que beneficia tanto os trabalhadores, que ganham em qualidade de vida e bem-estar, quanto as empresas, que reduzem o absentismo e aumentam a produtividade. As principais estratégias incluem:
- Melhorar a postura corporal: Consciência e correção postural são fundamentais, especialmente para quem passa longas horas sentado ou em pé.
- Utilizar cadeiras com apoio lombar e manter os pés no chão: Uma cadeira ergonómica adequada é essencial para suportar a coluna e distribuir o peso corretamente.
- Apoiar completamente os antebraços na secretária, ao nível do teclado e do rato: Isso reduz a tensão nos pulsos e ombros, prevenindo a síndrome do túnel cárpico e tendinites.
- Colocar o ecrã do computador ao nível dos olhos: Evita a flexão excessiva do pescoço, prevenindo a cervicalgia e a fadiga visual.
- Ajustar os equipamentos à altura dos trabalhadores, otimizando a ergonomia do local de trabalho: Personalizar o ambiente de trabalho às características físicas de cada indivíduo é crucial para minimizar riscos.
- Alternar a mão utilizada e as tarefas para evitar movimentos repetitivos: A rotação de tarefas e o uso equilibrado de ambos os lados do corpo ajudam a prevenir LER.
- Para erguer e transportar cargas pesadas, adotar a técnica correta: Baixar-se dobrando os joelhos, com os pés afastados e firmes no chão, trazer o peso próximo ao corpo e manter a coluna o mais direita possível, utilizando a força das pernas e não das costas.
- Realizar intervalos e pausas frequentes (pelo menos, a cada duas horas): Pequenas pausas para alongar e movimentar-se são vitais para reduzir a fadiga e a tensão muscular.
- Executar exercícios de alongamento e relaxamento: Alongamentos regulares durante o dia de trabalho podem aliviar a tensão e melhorar a flexibilidade.
- Evitar apoiar-se sobre o cotovelo: Esta prática pode comprimir nervos e vasos sanguíneos, levando a problemas como a bursite do cotovelo.
- Solicitar ajuda para concluir tarefas em momentos de pressão: Reduzir o stress e a sobrecarga de trabalho é importante para a saúde mental e física.
- Usufruir de férias: O descanso é fundamental para a recuperação física e mental, prevenindo o burnout e outras doenças relacionadas com o stress.
- Cultivar um ambiente de trabalho agradável e seguro: Um ambiente de trabalho positivo, com comunicação aberta e apoio entre colegas e superiores, contribui para o bem-estar geral.
- Frequentar formações relativas à prevenção das doenças profissionais: A educação contínua sobre riscos e medidas preventivas é um pilar da saúde ocupacional.
Perguntas Frequentes Sobre Doenças Profissionais
1. Quem pode diagnosticar uma doença profissional?
O diagnóstico de uma doença profissional deve ser feito por um médico, preferencialmente um especialista em Medicina do Trabalho. Este profissional tem o conhecimento específico para avaliar a relação entre a doença e a atividade laboral, considerando os fatores de risco presentes no ambiente de trabalho.
2. Quais são os primeiros passos ao suspeitar de uma doença profissional?
Ao suspeitar de uma doença profissional, o trabalhador deve procurar atendimento médico e informar o seu empregador. É fundamental que se registe a ocorrência e que se inicie o processo de comunicação e investigação para que os direitos do trabalhador sejam salvaguardados e as medidas preventivas possam ser revistas e aplicadas.
3. Qual a importância da ergonomia na prevenção de doenças profissionais?
A ergonomia é crucial na prevenção de doenças profissionais, especialmente as lesões musculoesqueléticas. Ela consiste na adaptação do ambiente de trabalho, ferramentas e tarefas às capacidades e limitações do trabalhador, minimizando o esforço físico, posturas inadequadas e movimentos repetitivos. Um bom design ergonómico pode reduzir significativamente o risco de LER, lombalgias, cervicalgias e outras condições.
4. As doenças profissionais são sempre visíveis ou podem ser silenciosas?
As doenças profissionais podem ser tanto visíveis (como certas lesões cutâneas ou deformidades) quanto silenciosas (como problemas respiratórios que se desenvolvem lentamente ou problemas de saúde mental). Muitas vezes, os sintomas iniciais são subtis e progridem gradualmente, o que reforça a importância de exames médicos periódicos e da atenção aos sinais do corpo.
5. O que é a Medicina do Trabalho e qual o seu papel?
A Medicina do Trabalho é uma especialidade médica que se dedica à prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças e acidentes relacionados com o trabalho, bem como à promoção da saúde e do bem-estar dos trabalhadores. O seu papel é fundamental na avaliação dos riscos ocupacionais, na realização de exames médicos periódicos, na implementação de programas de prevenção e na consultoria a empresas e trabalhadores sobre questões de saúde e segurança no trabalho.
Conclusão
A saúde dos trabalhadores é um pilar fundamental para o desenvolvimento económico e social de qualquer nação. A prevenção das doenças profissionais não é apenas uma obrigação legal ou um custo, mas um investimento estratégico que resulta em maior produtividade, menor absentismo e um ambiente de trabalho mais harmonioso e seguro. Ao compreendermos a natureza das doenças profissionais, identificarmos os riscos e implementarmos medidas preventivas eficazes, estamos a construir um futuro onde a saúde e o bem-estar dos trabalhadores sejam prioridades inegociáveis. Se a sua empresa pretende salvaguardar a saúde dos seus colaboradores e adotar medidas de prevenção de excelência, contar com uma equipa de especialistas em Medicina do Trabalho, como a Centralmed, é o passo certo para garantir um futuro mais saudável e produtivo para todos.
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