Quais são as doenças que causam convulsões?

Convulsões e Epilepsia: Guia Completo e Cuidados

09/12/2024

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As convulsões, um fenômeno neurológico que pode ser alarmante, são o resultado de uma descarga de energia elétrica anormal e desordenada na camada externa do cérebro. Embora possam ocorrer sem uma causa aparente, diversos gatilhos e condições patológicas são capazes de desencadeá-las. A intensidade, duração e os sintomas das convulsões variam significativamente conforme o tipo, tornando crucial a observação atenta dos sinais antes, durante e após a crise para auxiliar em um diagnóstico preciso e no manejo adequado. Este artigo detalha o que são as convulsões, seus diferentes tipos, as principais causas, como identificá-las, o que fazer durante uma crise e as abordagens de tratamento.

Quando surge a epilepsia?
Fala-se em epilepsia quando ocorrem, pelo menos, dois episódios de convulsões não relacionados com a abstinência alcoólica, hipoglicémia, problemas cardíacos ou outros. Em alguns casos, basta uma convulsão para se fazer o diagnóstico da epilepsia, desde que exista um risco elevado de ocorrência de mais.
Índice de Conteúdo

O Que São Convulsões?

Uma convulsão é a manifestação de um aumento excessivo e descontrolado da atividade elétrica em determinadas áreas do cérebro. Em resposta a essa sobrecarga, os músculos podem se contrair involuntariamente, gerando movimentos desordenados e, frequentemente, a perda momentânea da consciência. A função natural dos impulsos elétricos cerebrais é possibilitar a comunicação entre o cérebro, a medula óssea, os nervos e os músculos, em um processo geralmente ordenado. No entanto, quando essa atividade se desorganiza, uma convulsão pode ocorrer.

Embora as convulsões possam afetar pessoas de todas as idades, desde a infância até a velhice, suas causas tendem a mudar com o avanço da idade. A prevalência é notável, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimando que até 10% da população mundial experimentará pelo menos uma convulsão ao longo da vida.

Tipos de Convulsões

Os tipos de convulsões são classificados de acordo com a área do cérebro onde a descarga elétrica anormal se origina. Essa localização determina a variedade de sintomas apresentados:

Convulsões Parciais/Focais

Este tipo de convulsão atinge apenas uma parte de um hemisfério cerebral. Consequentemente, os sintomas são frequentemente unilaterais ou se manifestam em um membro específico do corpo. As crises parciais podem apresentar uma gama variada de sintomas, que podem incluir formigamento, náuseas, ouvir sons estranhos ou sentir cheiros incomuns, dependendo da área do cérebro afetada. Em alguns casos, as crises parciais podem evoluir e se generalizar, tornando-se crises secundariamente generalizadas.

Convulsões Generalizadas

As convulsões generalizadas afetam ambos os hemisférios cerebrais, resultando em sintomas que envolvem todo o corpo e a consciência. Dois exemplos comuns incluem:

  • Crise de Ausência: Também conhecida como pequeno mal, é caracterizada por uma perda súbita e temporária da consciência, geralmente com duração de alguns segundos a poucos minutos. Durante uma crise de ausência, a pessoa pode parecer 'desligada', com olhar fixo e pupilas dilatadas, e pode apresentar movimentos repetitivos sutis, como piscar os olhos ou bater as mãos. Após a crise, a consciência é retomada imediatamente, sem lembrança do ocorrido. Embora menos dramáticas, crises frequentes de ausência podem interferir significativamente nas atividades diárias e no aprendizado.
  • Convulsão Tônico-Clônica: Este é o tipo mais conhecido e frequentemente associado ao termo 'convulsão', pois gera maior alarde. Envolve a perda total da consciência, acompanhada de contrações musculares involuntárias intensas, movimentos desordenados e, por vezes, salivação espumosa. A fase tônica é marcada pela rigidez muscular e perda de consciência, enquanto a fase clônica envolve os espasmos rítmicos. É importante notar que este tipo de crise pode ser secundariamente generalizado, ou seja, iniciar como uma crise focal e depois se espalhar.

É possível que um indivíduo apresente mais de um tipo de convulsão.

Quais são as doenças que causam convulsões?
Comparativo de Tipos de Convulsões
Tipo de ConvulsãoÁrea AfetadaCaracterísticas PrincipaisConsciência
Parcial/FocalParte de um hemisfério cerebralSintomas unilaterais, formigamento, cheiros/gostos incomuns, movimentos específicos.Pode ser mantida ou alterada.
Generalizada - AusênciaAmbos os hemisfériosOlhar fixo, pupila dilatada, movimentos repetitivos sutis (piscar), 'desligamento'.Perda súbita e temporária.
Generalizada - Tônico-ClônicaAmbos os hemisfériosRigidez muscular (fase tônica), espasmos rítmicos (fase clônica), salivação.Perda total.

Principais Causas de Convulsões

As convulsões, embora nem sempre totalmente compreendidas cientificamente, podem ser desencadeadas por uma variedade de fatores. É comum a pergunta "quais as doenças que causam convulsões?", mas, além de condições médicas, atividades e circunstâncias do dia a dia podem atuar como fortes gatilhos.

Causas Gerais e Doenças Associadas:

  • Hemorragia cerebral
  • Abstinência (de álcool ou drogas)
  • Traumas cranianos (lesões na cabeça)
  • Intoxicação química
  • Falta de oxigenação no cérebro (hipóxia cerebral)
  • Efeitos colaterais de certos medicamentos
  • Tumores cerebrais
  • Hipoglicemia (níveis muito baixos de açúcar no sangue)
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Meningite e outras infecções do sistema nervoso central
  • Distúrbios metabólicos
  • Doenças cerebrais degenerativas, como Alzheimer
  • Hipertensão arterial grave
  • Eclampsia (em gestantes)

Gatilhos Cotidianos:

Alguns gatilhos para uma crise convulsiva estão presentes no dia a dia de muitas pessoas, mesmo sem uma doença subjacente:

  • Menstruação (flutuações hormonais)
  • Emoções intensas (estresse, ansiedade, raiva, o que é por vezes chamado de "convulsão emocional")
  • Exercícios físicos exagerados
  • Febre alta, especialmente em crianças (convulsão febril)
  • Ruídos, músicas ou odores específicos (comum em casos de epilepsia reflexa)
  • Privação de sono
  • Luzes brilhantes ou intermitentes (fotossensibilidade)
  • Consumo excessivo de álcool ou tabaco

Causas de Convulsões em Crianças:

Em crianças, as causas podem ter particularidades:

  • Febre alta (convulsão febril, muito comum)
  • Hereditariedade (predisposição genética)
  • Lesão no parto
  • Doença cerebral congênita ou adquirida na infância
  • Distúrbios metabólicos (erros inatos do metabolismo)
  • Deficiências congênitas ou síndromes genéticas

Convulsão vs. Epilepsia: Qual a Diferença?

É fundamental compreender que convulsões e epilepsia não são sinônimos, embora estejam intimamente relacionadas. A epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada pela recorrência de duas ou mais crises convulsivas não provocadas (ou seja, não diretamente causadas por um fator agudo e reversível como febre alta, trauma ou intoxicação). Em outras palavras, a convulsão é um sintoma, enquanto a epilepsia é a condição subjacente que causa essas convulsões repetitivas.

A crise convulsiva é o evento em si, uma manifestação de perturbação da atividade das células nervosas cerebrais. Nem toda convulsão indica epilepsia; uma pessoa pode ter uma única convulsão na vida devido a um fator temporário sem desenvolver a doença. No entanto, se as crises se repetem, o diagnóstico de epilepsia é considerado. A epilepsia pode se manifestar por diversos tipos de crises, incluindo as crises de ausência e as tônico-clônicas, entre outras.

A distinção entre crises focais e generalizadas é crucial para o tratamento, pois as medicações antiepilépticas usadas para cada tipo podem ser diferentes. Para crises secundariamente generalizadas, a escolha da droga deve ser aquela que trata crises focais, visto que a origem da crise é focal antes de se espalhar.

Sintomas de uma Convulsão

Os sintomas de uma convulsão podem variar amplamente dependendo do tipo e da fase da crise. É útil dividi-los em três momentos:

Pré-convulsão (Aura)

Algumas pessoas experimentam sensações ou sinais de alerta antes do início da crise, conhecidos como aura. Estes podem incluir:

  • Sensação de frio na barriga
  • Percepção de cheiros ou gostos incomuns
  • Sensações de formigamento localizado
  • Vertigem ou tontura
  • Sensação de que um desmaio ou convulsão está iminente

Durante a Convulsão

Durante a crise propriamente dita, os sintomas mais evidentes costumam ser:

  • Inconsciência ou perda de consciência
  • Lábios azulados (cianose) devido à dificuldade respiratória
  • Salivação exagerada ou espuma na boca
  • Espasmos incontroláveis e movimentos desordenados dos membros
  • Olhos revirados (geralmente para cima)
  • Comprometimento dos sentidos (olfato, visão, audição, fala) em casos mais graves, com possíveis alucinações e confusão de paladar
  • Perda de controle da bexiga e/ou intestino

A maioria das crises convulsivas dura em torno de 2 minutos. Se a crise se estender por mais de 5 minutos, é recomendado procurar ajuda médica de emergência imediatamente.

O que fazer em caso de convulsões?
Para isso, coloque-a deitada no chão, mantenha-a afastada de objetos cortantes e móveis, e, se possível, retire colares e óculos e proteja a cabeça com uma almofada, travesseiro ou algo macio. Não jogue água no rosto da pessoa. As crises em geral duram cerca de dois minutos, mas podem se estender por até cinco.

Pós-convulsão (Pós-ictal)

Após a crise, o indivíduo entra em um estado conhecido como pós-ictal, que pode durar de alguns minutos a algumas horas. Os sintomas comuns nesse período são:

  • Fadiga e sonolência extrema
  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Confusão mental e desorientação
  • Amnésia pós-ictal (não se lembrar do que aconteceu durante a crise)
  • Cansaço muscular e dores no corpo
  • Fraqueza unilateral (Paralisia de Todd), que é temporária

O Que Fazer Durante uma Crise Convulsiva?

Presenciar uma crise convulsiva pode ser assustador, mas manter a calma e seguir as orientações corretas pode fazer toda a diferença. Lembre-se, as crenças populares muitas vezes são perigosas.

  • Proteja a pessoa: Deite a pessoa de costas no chão em um local seguro, confortável e sem objetos que possam causar ferimentos (móveis, objetos cortantes). Retire colares, óculos e qualquer acessório apertado. Se possível, coloque uma almofada, travesseiro ou algo macio sob a cabeça para protegê-la de impactos.
  • Vire a cabeça de lado: Essencial para evitar que a pessoa aspire saliva ou vômito, prevenindo o engasgo e a obstrução das vias aéreas. A coloração arroxeada é resultado da contração dos músculos respiratórios, não da falta de ar por obstrução da boca.
  • Não tente abrir a boca: Jamais tente abrir a boca da pessoa ou inserir objetos (como panos, colheres) entre os dentes. A mandíbula é muito forte e você pode causar ferimentos graves (quebra de dentes, lesões na boca da pessoa ou nos seus próprios dedos). A língua dificilmente obstruirá a passagem do ar se a cabeça estiver virada para o lado.
  • Afrouxe roupas: Principalmente gravatas ou golas apertadas que possam dificultar a respiração.
  • Não restrinja os movimentos: Não segure a pessoa nem tente conter os espasmos. Isso pode causar lesões musculares, fraturas ou luxações.
  • Não jogue água: Não jogue água no rosto da pessoa na tentativa de reanimá-la; isso não ajuda e pode ser perigoso.
  • Cronometre a duração: Observe o tempo de duração da crise. Se ultrapassar 5 minutos, ou se a pessoa tiver outra crise em sequência, ou se for a primeira crise dela, chame imediatamente uma ambulância ou leve-a a um hospital. Uma crise prolongada é uma urgência médica.
  • Após a crise: Permita que a pessoa descanse. Ela provavelmente estará sonolenta, confusa e com dor de cabeça. Evite dar comida ou bebida imediatamente, pois os movimentos ainda podem estar descoordenados. Mantenha a pessoa de lado até que ela recupere totalmente a consciência.

No caso de crianças, o procedimento é o mesmo. É importante verificar se há constância de febre alta no pós-crise, especialmente se a convulsão foi febril.

Diagnóstico de Quadros de Convulsões e Epilepsia

O diagnóstico é realizado por um profissional, geralmente um neurologista. É de extrema importância que os acompanhantes presentes durante a crise forneçam informações detalhadas ao médico. Relatos precisos podem ser cruciais para um diagnóstico correto:

Relatos Importantes Durante a Crise:

  • Tempo exato de duração da crise.
  • Se houve contração muscular de apenas um lado do corpo ou de ambos.
  • Se os olhos e a boca permaneceram abertos ou fechados.
  • Se a face ficou azulada.
  • Se houve descontrole da bexiga e/ou intestino.
  • Se houve alguma resposta (ou total inconsciência) em caso de tentativas de comunicação.

Relatos Importantes Após a Crise:

  • Se houve recuperação total da consciência e das atividades cognitivas e motoras.
  • Se houve demora para recuperar a consciência.
  • Se a pessoa tem alguma memória da crise.

Exames Complementares:

Além da anamnese detalhada, o neurologista solicitará exames para entender a causa e definir o tratamento ideal:

  • Exame de sangue: Para verificar problemas metabólicos, infecções ou intoxicações.
  • Eletroencefalograma (EEG): Mede a atividade elétrica do cérebro para identificar descargas anormais. É um dos primeiros passos e mais importantes exames para diagnosticar epilepsia.
  • Ressonância Magnética (RM) ou Tomografia Computadorizada (TC): Exames de imagem que podem revelar anormalidades estruturais no cérebro, como tumores, lesões, AVCs ou cicatrizes.
  • Análise do Líquor cerebral (punção lombar): Pode ser solicitada para investigar infecções ou inflamações no sistema nervoso central.
  • Videoeletroencefalograma: Um EEG prolongado, gravado simultaneamente com vídeo, para correlacionar a atividade elétrica cerebral com os sintomas clínicos da crise.

Tratamento para Convulsões e Epilepsia

O tratamento para convulsões e epilepsia é altamente personalizado e depende da causa subjacente e das características das crises. O objetivo principal é controlar a ocorrência das convulsões e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Abordagens de Tratamento:

  • Medicamentos Anticonvulsivantes (ou Antiepilépticos): São a principal forma de tratamento para a maioria dos pacientes com epilepsia. Existem diversos tipos, e a escolha depende do tipo de crise, idade do paciente, outros medicamentos em uso e potenciais efeitos colaterais. O tratamento geralmente começa com uma dose baixa e é ajustado gradualmente. Cerca de 60% a 70% dos pacientes conseguem ficar livres das convulsões com o uso adequado desses medicamentos.
  • Suspensão de Medicamentos ou Substâncias: Em casos onde a convulsão é um efeito colateral de um medicamento ou resultado de abuso de substâncias (como álcool), a suspensão ou ajuste pode resolver o quadro.
  • Cirurgias: Em casos selecionados de epilepsia refratária (que não responde aos medicamentos), a cirurgia pode ser uma opção. O objetivo é remover a área do cérebro responsável pelas descargas elétricas anormais (ressecção das fibras nervosas) ou interromper a transmissão do sinal elétrico.
  • Neuroestimulação: Inclui procedimentos minimamente invasivos como a Estimulação do Nervo Vago (ENV), onde um pequeno dispositivo é implantado cirurgicamente sob a pele para enviar pulsos elétricos ao nervo vago, ajudando a dessincronizar a atividade convulsiva no cérebro. Outras formas de neuroestimulação cerebral também estão sendo exploradas.
  • Dieta Cetogênica: É uma abordagem dietética que se mostrou eficaz para alguns pacientes com epilepsia refratária, especialmente crianças. A dieta cetogênica é rica em gorduras, pobre em carboidratos e com quantidades moderadas de proteínas, induzindo um estado metabólico de "cetose" que parece reduzir as crises. Deve ser supervisionada por uma nutricionista e médico.

É Possível Ser Curado?

A cura para as convulsões e epilepsia depende da causa. Se a convulsão for um sintoma de uma condição reversível (como um desequilíbrio metabólico corrigível ou uma infecção tratável), a cura pode ser alcançada. No entanto, se a convulsão for um sintoma de uma doença crônica sem cura (como certos tumores cerebrais ou diabetes), as crises podem persistir e o objetivo do tratamento será o controle.

No caso da epilepsia, que é uma condição crônica, o objetivo principal do tratamento é evitar a ocorrência de crises. Embora a doença em si não tenha uma "cura" no sentido de desaparecer completamente, a maioria dos pacientes (60-70%) consegue viver uma vida normal e livre de crises com a medicação adequada.

O que provoca crises de ausência?
A crise de ausência é causada por uma descarga elétrica anormal no cérebro, que afeta temporariamente a atividade cerebral. Em alguns casos, essas crises podem ocorrer várias vezes ao dia e interferir na vida cotidiana da pessoa, afetando suas atividades escolares ou profissionais.

Complicações da Convulsão Quando Não Tratada

Passar por crises convulsivas é, por si só, agravante à saúde. No entanto, quando não tratadas, as convulsões podem levar a complicações sérias:

  • Lesões Físicas: Quedas, fraturas, cortes e queimaduras devido à perda de consciência e aos movimentos descontrolados durante a crise.
  • Deterioração Cognitiva: Crises frequentes e não controladas podem afetar as capacidades cognitivas, prejudicando a memória, a atenção e outras funções cerebrais.
  • Impacto Social e Profissional: A dificuldade de obter carteira de motorista, a estigmatização e a dificuldade em manter um emprego estável podem ser consequências do não controle das crises.
  • Estado de Mal Epiléptico: Crises prolongadas (mais de 5 minutos) ou crises que se sucedem sem recuperação da consciência entre elas, constituem uma emergência médica que pode ser fatal.
  • Risco de Morte: O risco de morte aumenta com a frequência e gravidade das crises, especialmente nos tipos tônico-clônicas generalizadas. Existe uma condição rara, mas grave, chamada SUDEP (Sudden Unexpected Death in Epilepsy – Morte Súbita Inexplicada em Epilepsia), que, como o nome indica, é a morte súbita de pessoas com epilepsia aparentemente não ligada à ocorrência de crises.

Por isso, buscar o diagnóstico e o tratamento ideal é de suma importância para controlar as crises e prevenir complicações.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Para esclarecer dúvidas comuns, compilamos algumas perguntas e respostas sobre convulsões e epilepsia:

1. Toda convulsão significa que a pessoa tem epilepsia?

Não. Uma única crise convulsiva não significa necessariamente que a pessoa tem epilepsia. A epilepsia é diagnosticada quando há duas ou mais crises não provocadas. Fatores como febre alta, hipoglicemia, intoxicação ou um trauma craniano podem causar uma convulsão isolada sem que a pessoa tenha epilepsia.

2. As crises de ausência são perigosas?

As crises de ausência em si não são dolorosas nem causam movimentos violentos, mas podem ser perigosas indiretamente. A perda súbita da consciência, mesmo que breve, pode levar a acidentes, como quedas ou incidentes enquanto a pessoa realiza tarefas que exigem atenção (dirigir, cozinhar). Crises de ausência frequentes podem também interferir significativamente no desempenho escolar ou profissional, além de serem um indicativo de epilepsia que precisa de tratamento.

3. Qual a duração média de uma crise convulsiva?

A maioria das crises convulsivas dura entre alguns segundos e 2 minutos. Crises que se estendem por mais de 5 minutos são consideradas uma emergência médica (estado de mal epiléptico) e requerem atenção médica imediata.

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