01/04/2024
Em um mundo onde a saúde e o bem-estar são prioridades, a informação e o acesso a métodos de prevenção são cruciais. O preservativo emerge como uma ferramenta indispensável, não apenas como um contraceptivo, mas principalmente como a linha de defesa mais eficaz contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Este artigo detalha a sua importância, como utilizá-lo corretamente, e, mais importante, onde pode obtê-lo de forma totalmente gratuita, garantindo que a segurança esteja ao alcance de todos.

- O Preservativo: Dupla Proteção para a Sua Saúde
- Preservativo Externo: O Mais Conhecido
- Preservativo Interno: Uma Alternativa Eficaz
- Onde Obter Preservativos Gratuitos em Portugal
- Mitos e Verdades sobre o Uso do Preservativo
- A Importância da Comunicação: Negociando o Uso do Preservativo
- O Que Fazer em Caso de Ruptura do Preservativo?
- Prevalência do Uso de Preservativos: Um Olhar Global
- Uma Breve História do Preservativo: Da Antiguidade aos Dias Atuais
- Inovações e o Futuro do Preservativo
- Perguntas Frequentes (FAQs)
O Preservativo: Dupla Proteção para a Sua Saúde
O preservativo é um método contracetivo de barreira que oferece uma vantagem única: a dupla proteção. Quando utilizado corretamente e antes de qualquer contacto genital, ele atua como uma barreira física, prevenindo tanto uma gravidez indesejada quanto a transmissão de Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A sua função primordial é impedir que os fluidos genitais entrem em contacto com a boca, vagina, ânus ou outras mucosas, bloqueando a passagem de espermatozoides e agentes patogénicos.
Uma das grandes qualidades do preservativo é a sua versatilidade. Pode ser utilizado em todas as práticas sexuais – oral, anal e vaginal – e por todas as pessoas, independentemente do género ou orientação sexual. Por esta razão, a terminologia tem evoluído de 'preservativo masculino' e 'preservativo feminino' para 'preservativo externo' e 'preservativo interno', refletindo uma abordagem mais inclusiva e precisa.
Tipos de Preservativos: Externo e Interno
Embora ambos desempenhem a mesma função protetora, os preservativos externo e interno possuem características e modos de utilização distintos, adaptando-se a diferentes necessidades e preferências.

Preservativo Externo: O Mais Conhecido
O preservativo externo, tradicionalmente conhecido como preservativo masculino, é o tipo mais comum e amplamente disponível. É uma fina bainha enrolada que se desenrola sobre o pénis ereto.
Características e Composição
Geralmente, o preservativo externo é fabricado em látex ou poliuretano e vem pré-lubrificado. A escolha entre látex e poliuretano é importante para pessoas com alergia ao látex, sendo o poliuretano uma alternativa segura. Caso seja necessária lubrificação extra, é crucial utilizar apenas géis lubrificantes à base de água para não danificar o material do preservativo e comprometer a sua eficácia.
Instruções de Utilização Detalhadas
- Verificar a Validade: Antes de tudo, certifique-se da data de validade e das condições de conservação da embalagem. Um preservativo expirado ou mal armazenado pode ser ineficaz.
- Abrir com Cuidado: Abra o invólucro cuidadosamente, evitando o uso de dentes, unhas ou objetos cortantes que possam danificar o preservativo.
- Colocação no Pénis Eréto: O preservativo deve ser colocado antes de qualquer contacto entre os genitais e com o pénis ereto.
- Remover o Ar: Com os dedos, segure o reservatório de ar que se encontra na ponta do preservativo. Isto liberta o ar em excesso, prevenindo possíveis ruturas durante o uso.
- Desenrolar até à Base: Desenrole o preservativo até à base do pénis. Se não desenrolar facilmente, pode estar ao contrário; descarte-o e use um novo.
- Lubrificação Adicional (se necessário): Se precisar de mais lubrificação, use apenas lubrificantes à base de água.
- Retirada Pós-Ejaculação: Após a ejaculação, o preservativo deve ser retirado com cuidado e ainda com o pénis ereto para evitar que o sémen vaze.
- Descarte: Dê um nó no preservativo usado e descarte-o no lixo. Nunca o descarte na sanita.
Vantagens do Preservativo Externo
- É o único método contracetivo que previne eficazmente tanto as ISTs como a gravidez.
- Não necessita de prescrição médica nem de acompanhamento clínico regular.
- Não existem contraindicações significativas para a sua utilização, sendo seguro para a maioria das pessoas.
- É de fácil utilização, uma vez que se pratica.
- Promove o envolvimento dos rapazes na utilização de contraceção e na prevenção de ISTs, incentivando a partilha de responsabilidade na saúde sexual.
Desvantagens a Considerar
- Se não for bem colocado, pode romper-se, deslocar-se ou ficar retido no canal vaginal.
- Embora raro, algumas pessoas podem ter reações alérgicas ao látex, necessitando de alternativas como os preservativos de poliuretano.
Preservativo Interno: Uma Alternativa Eficaz
O preservativo interno, antes conhecido como preservativo feminino, é um método de barreira que é inserido no interior da vagina ou do ânus antes da relação sexual.
Características e Composição
Tem a forma de um tubo flexível, geralmente feito à base de nitrilo (uma substância semelhante ao látex), e possui um anel em cada uma das extremidades. O anel fechado é empurrado para o fundo da vagina, revestindo o colo do útero, enquanto a extremidade aberta e o anel exterior permanecem à entrada da vagina. Pode ser colocado até 8 horas antes da relação sexual, oferecendo maior flexibilidade e espontaneidade. É também adequado para o sexo anal, sendo introduzido no ânus.

Instruções de Utilização Detalhadas
- Verificar a Validade: Tal como o externo, verifique a data de validade e as condições de conservação.
- Abrir com Cuidado: Abra o invólucro delicadamente, evitando objetos cortantes.
- Inserção: Com os dedos, empurre a extremidade fechada do preservativo para dentro da vagina ou ânus, de modo a cobrir o colo do útero ou o reto.
- Posicionamento do Anel Exterior: O anel exterior deve permanecer de fora, cobrindo a entrada da vagina ou ânus.
- Retirada: No final da relação sexual, aperte e torça o anel externo para garantir que os fluidos ejaculatórios se mantêm dentro do preservativo.
- Descarte: Dê um nó e descarte-o no lixo.
Vantagens do Preservativo Interno
- Oferece a mesma dupla proteção contra ISTs e gravidez.
- Não requer prescrição médica.
- Pode ser colocado até 8 horas antes da relação sexual, o que pode aumentar a espontaneidade.
- Não possui contraindicações significativas.
- É frequentemente mais resistente que os preservativos externos de látex.
Desvantagens a Considerar
- A sua colocação pode ser mais desafiante para algumas pessoas no início.
- É mais difícil de encontrar em comparação com o preservativo externo no comércio tradicional, embora possa ser adquirido gratuito em locais específicos.
- O anel exterior pode causar algum desconforto durante as relações sexuais para alguns utilizadores.
Onde Obter Preservativos Gratuitos em Portugal
A acessibilidade é fundamental para a prevenção. Felizmente, em Portugal, é possível adquirir preservativos externos e internos de forma totalmente gratuita em diversas instituições e programas de saúde sexual. Esta iniciativa visa promover a segurança e a responsabilidade sexual sem que o custo seja uma barreira.
Pode dirigir-se aos seguintes locais para obter preservativos gratuitos:
- Centros de Saúde: São um ponto chave para a distribuição de preservativos e aconselhamento sobre saúde sexual.
- Espaços Jovens: Muitos municípios e instituições têm espaços dedicados aos jovens onde, para além de informação, são distribuídos preservativos.
- Gabinetes de Saúde Juvenil do Programa Cuida-te+ do IPDJ: O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) tem gabinetes específicos onde os jovens podem aceder a preservativos e aconselhamento.
- Delegações da Associação para o Planeamento da Família (APF): A APF é uma organização de referência na promoção da saúde sexual e reprodutiva, e as suas delegações são um local seguro para obter preservativos e informação.
Em caso de dúvidas sobre o preservativo ou outras questões relacionadas com a sexualidade, pode contactar o serviço "Sexualidade em Linha" através do número 800 222 003 (disponível em dias úteis das 11h00 às 19h00 e aos sábados das 10h00 às 17h00), um dispositivo do Programa Cuida-te+.
Mitos e Verdades sobre o Uso do Preservativo
Circulam muitos mitos sobre o preservativo que podem levar a um uso incorreto ou à sua não utilização. É fundamental desmistificar estas ideias para garantir a máxima eficácia e segurança.

Apresentamos uma tabela comparativa entre os mitos mais comuns e as suas respetivas verdades:
| Mito | Verdade |
|---|---|
| O preservativo serve apenas para evitar a gravidez. | Falso. É o método mais eficaz na prevenção de ISTs, além de prevenir a gravidez. |
| Só é necessário utilizar preservativo nas relações anais e vaginais. | Falso. O sexo oral também pode transmitir ISTs (herpes, clamídia, gonorreia, HIV em casos raros), sendo o preservativo essencial para proteção. |
| Pode colocar-se o preservativo imediatamente antes da ejaculação. | Falso. Ineficaz para prevenir gravidez (há pré-ejaculado) e ISTs (contacto mucoso). Deve ser colocado antes de qualquer contacto genital. |
| O preservativo rompe-se com frequência. | Falso. O risco de ruptura é baixo com uso correto: abrir com cuidado, colocar corretamente, usar lubrificante à base de água e substituir em relações muito longas (mais de 30 minutos). |
| A vaselina é um bom lubrificante para o preservativo. | Falso. Lubrificantes à base de óleo ou vaselina danificam o látex e o poliisopreno, tornando o preservativo ineficaz. Use apenas lubrificantes à base de água. |
| Tem-se menos prazer porque se usa preservativo. | Mito. Existem preservativos de diferentes tamanhos, espessuras e texturas para otimizar o prazer. A colocação pode ser integrada nas preliminares. |
| A proteção é maior se usar dois preservativos. | Falso. O uso de dois preservativos sobrepostos aumenta o atrito e o risco de ruptura de ambos. Use apenas um de cada vez. |
| O preservativo pode ser guardado no bolso das calças. | Falso. Devem ser guardados em local seco, sem exposição solar e longe de fricção excessiva (como bolsos apertados ou porta-luvas de carro), para evitar degradação do material. |
| O preservativo não tem prazo de validade. | Falso. Todos os preservativos têm uma data de validade. Após esta data, o material degrada-se, perdendo eficácia e aumentando o risco de ruptura. |
A Importância da Comunicação: Negociando o Uso do Preservativo
As relações sexuais são uma forma de explorar o prazer, mas também acarretam a responsabilidade de cuidar da nossa própria saúde sexual e da do nosso parceiro. A utilização do preservativo é um ato de cuidado e uma forma de viver a sexualidade de modo prazeroso e livre de preocupações com gravidez ou ISTs.
Para abordar a necessidade do uso do preservativo, considere as seguintes dicas:
- Converse abertamente com o seu parceiro antes da relação sexual sobre a utilização do preservativo.
- Comunique a sua decisão de usar o preservativo de forma clara e assertiva.
- Partilhe informações sobre os riscos de uma gravidez ou do contágio de ISTs.
- Escolham juntos o tipo de preservativo a usar (cor, sabor, textura), tornando a escolha um momento partilhado.
- Comuniquem abertamente quaisquer dúvidas ou expetativas sobre o uso do preservativo.
- Pensem, em conjunto, numa forma de incluir o preservativo na relação sexual, de modo que a sua colocação e utilização sejam prazerosas e parte da intimidade.
Nunca abdique da decisão de experienciar a sexualidade de forma prazerosa e segura. A sua saúde sexual é um direito e uma responsabilidade.
O Que Fazer em Caso de Ruptura do Preservativo?
Se o preservativo romper durante a relação sexual, a proteção é comprometida, e há risco de contágio de ISTs e de gravidez (se não estiver a ser usado outro método contracetivo). Nesta situação, é fundamental agir rapidamente:
- Contraceção de Emergência: Para prevenir uma gravidez, pode ser ponderada a toma da contraceção de emergência (a 'pílula do dia seguinte'), que deve ser tomada o mais rapidamente possível após a relação desprotegida. Procure um centro de saúde ou farmácia para obter orientação.
- Despiste de ISTs: Ambas as pessoas parceiras devem procurar aconselhamento médico e realizar o despiste para ISTs. É importante ser transparente com o profissional de saúde sobre a situação para garantir os testes adequados e o tratamento, se necessário.
Prevalência do Uso de Preservativos: Um Olhar Global
A prevalência do uso de preservativo varia significativamente entre países e culturas. Dados de inquéritos sobre o seu uso, frequentemente realizados entre mulheres casadas ou em uniões informais, revelam padrões diversos.
- Japão: Apresenta o maior índice de uso de preservativo a nível mundial, correspondendo a 80% do universo de métodos contracetivos entre mulheres casadas.
- Países Desenvolvidos: Em média, o preservativo é o método contracetivo mais popular, com 28% dos utilizadores de contracetivos casados a confiar nele.
- Países em Desenvolvimento: A média é significativamente menor, com apenas 6-8% dos utilizadores de contracetivos casados a escolher o preservativo.
Situação em Países de Língua Portuguesa
- Portugal: Segundo dados de 2010 do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA, 36% dos inquiridos afirmaram utilizar o preservativo sempre ou a maior parte das vezes em relações sexuais, e 84,4% afirmaram utilizá-lo sempre em relações sexuais ocasionais. Contudo, um inquérito de 2005-2006 revelou que 43,5% dos casais entre 15 e 55 anos não utilizavam qualquer método contracetivo. Entre os que usavam, a pílula (65,9%) era a mais comum, seguida pelo preservativo (13,4%).
- Brasil: Dados de 2004 da UNAIDS Brasil indicavam que 57% dos jovens (15-24 anos) usaram preservativo na última relação sexual, e 67% com parceiros eventuais. No entanto, entre 2012 e 2017, houve uma queda na compra (-21%) e no uso (-9%) de preservativos entre adultos, e ainda mais acentuada entre jovens (18-24 anos), com queda de 25% na compra e 11% no uso.
- Moçambique: Em 2003, 12% das mulheres jovens e 27% dos homens jovens usaram preservativo na última relação sexual. Em 2007, o governo distribuiu 40 milhões de preservativos gratuitamente.
- Angola: Em 2006, 66,5% dos inquiridos em áreas urbanas usaram preservativo na última relação com parceiro ocasional, mas apenas 16,7% nas áreas rurais. Em 2007, 21 milhões de preservativos foram distribuídos gratuitamente.
- São Tomé e Príncipe: Entre 2006 e 2007, cerca de 60% dos jovens adultos inquiridos usaram preservativo na última relação sexual com parceiro ocasional.
- Guiné-Bissau: Em 2006, 38,8% dos inquiridos entre 15 e 24 anos declararam ter usado preservativo na última relação sexual com um parceiro não casado ou em união.
- Cabo Verde: Em 2006, 72,3% dos homens e 45,8% das mulheres afirmaram usar preservativo.
Uma Breve História do Preservativo: Da Antiguidade aos Dias Atuais
A história do preservativo é tão longa quanto a história da saúde sexual e da prevenção. Embora a sua utilização na Antiguidade seja debatida, há registos de métodos de barreira que remontam a civilizações antigas.

- Antiguidade ao Século XV: Nas civilizações egípcia, grega e romana, a prevenção da gravidez era vista como responsabilidade feminina. Na Ásia, há registo de preservativos para a glande feitos de papel de seda oleado ou intestino de cordeiro, embora restritos às classes superiores e com fins contraceptivos.
- Século XVI: A sífilis surge na Europa, levando a uma busca por proteção. Gabriele Falloppio, na Itália, descreve o uso de panos de linho embebidos em solução química para cobrir a glande, alegando eficácia contra a sífilis.
- Século XVII e XVIII: O uso de coberturas para o pénis para proteção contra doenças é amplamente descrito. Teólogos católicos, como Leonardus Lessius, condenavam o preservativo como imoral. Além do linho, eram feitos de intestinos e bexigas de animais. O mercado cresceu, e os preservativos eram vendidos em diversos locais públicos.
- Século XIX: Início da promoção de contracetivos para classes mais desfavorecidas. No entanto, feministas da época preferiam métodos controlados pela mulher. A descoberta da vulcanização por Charles Goodyear em 1839 revolucionou o fabrico, permitindo preservativos de borracha mais elásticos e resistentes. Julius Fromm, em 1912, desenvolveu uma técnica de imersão de moldes de vidro em solução de borracha. Leis proibiam o fabrico e promoção de contracetivos em vários países, mas a distribuição continuava com eufemismos. No final do século, apesar da oposição, o preservativo era o método contracetivo mais popular no Ocidente.
- Década de 1920: A invenção do látex (borracha suspensa em água) em 1920 tornou a produção mais eficiente e segura. Os preservativos de látex eram mais resistentes, finos e com maior prazo de validade (cinco anos contra três meses dos de borracha). Processos automáticos de fabrico foram introduzidos, afastando pequenos produtores. O exército alemão foi pioneiro na promoção do uso de preservativos entre soldados no final do século XIX, prática que se espalhou na Primeira Guerra Mundial para prevenir ISTs.
- Década de 1930 até a Atualidade: Em 1930, a Igreja Anglicana sancionou o uso de contracetivos por casais, seguida por outras igrejas protestantes. A Igreja Católica, no entanto, manteve a sua oposição. Restrições legais diminuíram, exceto na Itália fascista e Alemanha nazi, que os proibiram para civis, mas permitiram a distribuição para soldados na Segunda Guerra Mundial. Após a guerra, as vendas de preservativos continuaram a crescer. A introdução da pílula contracetiva em 1960 tornou-se o método mais popular, mas o preservativo manteve-se em segundo lugar nas preferências ocidentais. Com a descoberta da SIDA na década de 1980, houve um enorme impulso nas campanhas de promoção do preservativo para prevenir o VIH, levando a um aumento significativo no seu uso e disponibilidade em diversos locais comerciais. Embora a atenção da comunicação social tenha diminuído após 1994, inovações como o preservativo de poliuretano (década de 1990) e os de tamanho personalizado (2003) continuam a surgir.
Inovações e o Futuro do Preservativo
A pesquisa e o desenvolvimento na área dos preservativos continuam a evoluir, procurando melhorar a experiência do utilizador e a eficácia na prevenção.
- Preservativo Invisível: Desenvolvido na Universidade Laval no Canadá, consiste num gel que endurece com o aumento da temperatura após a penetração, bloqueando o VIH e o vírus herpes simplex. Liqüefaz-se após algumas horas. Em 2005, estava em fase de ensaio clínico.
- Compostos Erectogénicos: Em 2005, foi desenvolvido um preservativo tratado com um composto erectogénico, destinado a ajudar o utilizador a manter a ereção e a prevenir situações de deslize. Em 2007, estava em ensaio clínico.
- Lubrificantes com Aminoácidos: Em 2009, foi introduzido um preservativo lubrificado com um gel contendo L-arginina, um aminoácido que visa melhorar a resposta erétil.
Estas inovações demonstram o compromisso contínuo em tornar o preservativo ainda mais eficaz, confortável e atrativo para uma saúde sexual cada vez mais protegida e prazerosa.
Perguntas Frequentes (FAQs)
- Onde consigo preservativos grátis?
- Pode obter preservativos externos e internos de forma gratuita em Centros de Saúde, Espaços Jovens, Gabinetes de Saúde Juvenil do Programa Cuida-te+ do IPDJ e delegações da Associação para o Planeamento da Família (APF).
- Qual a validade de um preservativo?
- Os preservativos têm uma data de validade impressa na embalagem. É crucial respeitar esta data, pois após ela, o material pode degradar-se, perdendo eficácia e aumentando o risco de ruptura.
- Quantos preservativos vêm numa caixa Durex?
- O número de preservativos numa caixa Durex pode variar consoante o modelo e a embalagem. Por exemplo, os Preservativos Saboréame da Durex são comercializados em caixas de 12 unidades.
- É seguro usar dois preservativos ao mesmo tempo?
- Não, é uma falsa segurança. Usar dois preservativos sobrepostos aumenta o atrito e a probabilidade de um ou de ambos se romperem, comprometendo a proteção.
- O preservativo protege contra todas as ISTs?
- O preservativo é o método mais eficaz na prevenção da maioria das ISTs transmitidas por fluidos (como HIV, clamídia, gonorreia). No entanto, para ISTs que se espalham por contato pele a pele (como herpes genital ou HPV), o preservativo reduz o risco, mas não o elimina totalmente, pois a área infetada pode não estar coberta.
- Posso usar qualquer lubrificante com preservativos?
- Não. Apenas lubrificantes à base de água devem ser usados com preservativos de látex ou poliisopreno, pois os lubrificantes à base de óleo (como vaselina, óleos de massagem ou loções corporais) podem danificar o material do preservativo e torná-lo ineficaz.
- Como sei se o preservativo está ao contrário?
- Se o preservativo não desenrolar facilmente sobre o pénis, é provável que esteja ao contrário. Nesse caso, deve descartá-lo e usar um novo, pois o ato de o virar pode comprometer a sua integridade ou a lubrificação.
- Onde posso obter mais informações sobre sexualidade?
- Pode ligar para o Sexualidade em Linha - 800 222 003 (dias úteis das 11h00 às 19h00 e aos sábados das 10h00 às 17h00), um serviço do Programa Cuida-te+, ou procurar aconselhamento em Centros de Saúde e delegações da APF.
Em suma, o preservativo é um pilar da saúde sexual, oferecendo uma proteção inigualável contra ISTs e gravidez. Conhecer os seus tipos, a forma correta de usar e onde obtê-lo gratuito são passos essenciais para uma vida sexual informada, segura e prazerosa.
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