12/09/2023
A vida pode apresentar desafios inesperados, especialmente quando a doença crónica ou outras condições de saúde tornam uma pessoa dependente. Nestes momentos, a opção de permanecer em casa sem apoio especializado pode não ser viável, e a necessidade de cuidados e equipamentos adequados torna-se uma realidade a tempo inteiro. É aqui que a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) surge como uma resposta fundamental em Portugal, oferecendo um sistema público e estruturado para diversas situações, desde o conforto do domicílio até ao internamento em unidades especializadas.

- O Que São os Cuidados Continuados Integrados (CCI)?
- Quem Pode Aceder à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados?
- Que Tipos de Cuidados Garante a RNCCI?
- Onde São Prestados os Cuidados Continuados?
- As Unidades da RNCCI: Conheça as Opções de Internamento e Domiciliárias
- Cuidados Continuados na Saúde Mental: Respostas Especializadas
- Como Aceder à RNCCI: O Caminho para o Apoio Necessário
- Os Custos dos Cuidados Continuados: É Preciso Pagar?
- Comparticipação da Segurança Social: Um Apoio Essencial
- Valores Praticados na RNCCI em 2025: Transparência e Planeamento
- A Equipa de Gestão de Altas (EGA): Facilitando a Transição
- Perguntas Frequentes sobre a RNCCI
- 1. O que são os Cuidados Continuados Integrados (CCI)?
- 2. Quem tem direito a ir para os cuidados continuados?
- 3. Os Cuidados Continuados Integrados têm custos para os utentes?
- 4. Como posso aceder à Rede de Cuidados Continuados Integrados?
- 5. O que é a Equipa de Gestão de Altas (EGA)?
- 6. Quais são os tipos de unidades de internamento na RNCCI?
- 7. Quais os rendimentos considerados para o cálculo da comparticipação da Segurança Social?
O Que São os Cuidados Continuados Integrados (CCI)?
A RNCCI é uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Saúde e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, desenhada para providenciar cuidados contínuos de saúde e apoio social a quem mais precisa. O seu principal objetivo é promover a reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social dos utentes, visando a recuperação da sua funcionalidade, o aumento da autonomia e, consequentemente, uma melhoria significativa na sua qualidade de vida. Trata-se de um conjunto de intervenções sequenciais e integradas de saúde e apoio social, resultantes de uma avaliação conjunta e contínua, que busca a recuperação global da pessoa em situação de dependência.
Os Cuidados Continuados Integrados abrangem uma vasta gama de necessidades, refletindo a complexidade das condições dos utentes. Existem diversos tipos de cuidados, adaptados a diferentes perfis e exigências:
- Cuidados continuados de convalescença;
- Cuidados continuados de média duração e reabilitação;
- Cuidados continuados de longa duração e manutenção;
- Cuidados continuados domiciliários;
- Cuidados paliativos domiciliários e de internamento;
- Cuidados continuados de ambulatório.
Quem Pode Aceder à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados?
A RNCCI foi concebida para apoiar cidadãos nacionais e estrangeiros com situação regularizada em Portugal que se encontrem em determinadas condições de dependência ou fragilidade. Têm direito à prestação de cuidados continuados integrados todas as pessoas nas seguintes situações:
- Dependência funcional transitória, geralmente decorrente de um processo de convalescença após uma doença, cirurgia ou outro evento agudo que exija recuperação;
- Dependência funcional prolongada, que implica uma necessidade de apoio contínuo a longo prazo;
- Idosos que apresentem critérios de fragilidade, combinando dependência e doença, e que necessitem de cuidados especializados;
- Incapacidade grave, com um forte impacto psicossocial na vida do indivíduo;
- Doença severa, em fase avançada ou terminal, onde o foco é o conforto e a qualidade de vida.
Que Tipos de Cuidados Garante a RNCCI?
Ao ser integrado na RNCCI, o utente beneficia de uma abordagem holística e centrada na pessoa. A rede garante uma série de direitos e serviços essenciais:
- Prestação individualizada e humanizada de cuidados: Onde as necessidades e a dignidade do utente são prioridade.
- Articulação e continuidade entre serviços: Os cuidados são prestados em colaboração entre diferentes serviços, setores e níveis de atuação, assegurando um serviço completo e sem interrupções.
- Prestação de proximidade: Através dos serviços integrados na comunidade, os cuidados são acessíveis e convenientes.
- Multidisciplinaridade e interdisciplinaridade: As equipas são compostas por profissionais de diversas áreas, como medicina, enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia e serviço social, garantindo uma visão abrangente e integrada do cuidado.
- Avaliação integral das necessidades: As necessidades da pessoa em situação de dependência são avaliadas periodicamente, e são definidos objetivos claros de funcionalidade e autonomia.
- Participação ativa: O utente, em conjunto com os familiares ou representante legal, participa na elaboração do plano individual de intervenção, promovendo a corresponsabilização na prestação de cuidados.
- Cuidados eficientes e de qualidade: Compromisso com a excelência na prestação dos serviços.
- Apoio ao desenvolvimento de capacidades: Promoção da vida independente e de um papel ativo na comunidade.
- Promoção de relações interpessoais significativas: O bem-estar social e emocional do utente é valorizado.
Onde São Prestados os Cuidados Continuados?
Os cuidados continuados integrados são prestados, preferencialmente, no domicílio do utente. No entanto, quando as condições em casa não permitem ou a complexidade dos cuidados exige, estes podem ser recebidos em instalações especificamente equipadas para o efeito. As equipas de profissionais que prestam estes cuidados são multidisciplinares, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais, garantindo uma abordagem completa e integrada.
As Unidades da RNCCI: Conheça as Opções de Internamento e Domiciliárias
A RNCCI organiza-se em diferentes tipologias de unidades e equipas, cada uma com um foco específico e duração de internamento definida:
Unidades de Convalescença (UC)
Destinadas a internamentos de curta duração, até 30 dias. São ideais para pessoas que já não necessitam de cuidados hospitalares agudos, mas que, devido a uma doença súbita ou ao agravamento de uma condição crónica, ainda requerem cuidados de saúde que, pela sua frequência, complexidade ou duração, não podem ser prestados no domicílio. Asseguram cuidados médicos e de enfermagem permanentes, exames complementares de diagnóstico, prescrição e administração de medicamentos, fisioterapia, apoio psicológico e social, higiene, conforto, alimentação, convívio e lazer.
Unidades de Média Duração e Reabilitação (UMDR)
Para internamentos com duração entre 30 e 90 dias. Estas unidades são indicadas para utentes que perderam temporariamente a sua autonomia, mas que possuem um bom potencial de reabilitação. Oferecem cuidados de saúde e apoio social intensivos, que não seriam viáveis no domicílio. A UMDR garante cuidados médicos diários, enfermagem permanente, fisioterapia e terapia ocupacional, prescrição e administração de medicamentos, apoio psicossocial, higiene, conforto, alimentação, convívio e lazer.
Unidades de Longa Duração e Manutenção (ULDM)
Para internamentos com uma duração superior a 90 dias. Dirigem-se a utentes com doenças ou processos crónicos, que apresentam diferentes níveis de dependência e complexidade, e que não reúnem condições para serem cuidados em casa ou noutro tipo de resposta. O foco é prestar apoio social e cuidados de saúde de manutenção, prevenindo e retardando o agravamento da situação de dependência, e promovendo o conforto e a qualidade de vida. As ULDM também podem acolher internamentos para descanso do cuidador, com uma duração máxima de 90 dias por ano. Asseguram atividades de manutenção e estimulação, cuidados de enfermagem permanentes, cuidados médicos, prescrição e administração de medicamentos, apoio psicossocial, controlo fisiátrico periódico, fisioterapia e terapia ocupacional, animação sociocultural, higiene, conforto, alimentação e apoio no desempenho das atividades da vida diária.
Equipas de Cuidados Continuados Integrados – Domiciliários (ECCI)
Destinadas a utentes em situação de dependência funcional transitória ou prolongada, que não se podem deslocar de forma autónoma, mas que reúnem condições no domicílio para receber cuidados. O critério de referenciação assenta na fragilidade, limitação funcional grave, condicionada por fatores ambientais, com doença severa, em fase avançada ou terminal, ao longo da vida. As ECCI atuam quando a frequência ou complexidade dos cuidados de saúde domiciliares é elevada, ou quando há necessidade de suporte e capacitação do cuidador informal. Oferecem cuidados domiciliários de enfermagem e médicos (preventivos, curativos, reabilitadores ou paliativos), cuidados de reabilitação, apoio psicossocial e de terapia ocupacional (envolvendo familiares e cuidadores), educação para a saúde, apoio na satisfação das necessidades básicas e apoio no desempenho das atividades da vida diária.
Cuidados Continuados na Saúde Mental: Respostas Especializadas
No âmbito da saúde mental, a RNCCI oferece respostas especializadas para pessoas com incapacidade psicossocial, visando a sua reabilitação e integração:
Residência de Apoio Máximo (RAMa)
Uma estrutura residencial localizada na comunidade, para pessoas clinicamente estabilizadas com elevado grau de incapacidade psicossocial, que não podem ser tratadas no domicílio por falta de suporte familiar ou social adequado. O objetivo é proporcionar cuidados que previnam e retardem o agravamento da situação de dependência.
Residência de Apoio Moderado (RAMo)
Estrutura residencial na comunidade para pessoas com moderado grau de incapacidade psicossocial, clinicamente estabilizadas, que também não têm suporte domiciliário adequado. Visa a manutenção e o desenvolvimento da funcionalidade existente, promovendo melhor qualidade de vida e integração sócio-ocupacional.
Residência de Treino de Autonomia (RTA) e RTA - Tipo A (Infância e Adolescência)
Unidades residenciais, preferencialmente na comunidade, que desenvolvem programas de reabilitação psicossocial para pessoas com moderado e reduzido grau de incapacidade psicossocial, clinicamente estabilizadas e com alguma funcionalidade preservada. O objetivo é a reintegração social e familiar, preparando-as para o regresso ao domicílio ou para admissão noutras unidades. A RTA - Tipo A destina-se especificamente a crianças e adolescentes.

Unidade Sócio Ocupacional (USO) e USO - Tipo A (Infância e Adolescência)
Localizam-se na comunidade e são destinadas a pessoas com moderado e reduzido grau de incapacidade psicossocial, clinicamente estabilizadas, mas com disfuncionalidades nas áreas relacional, ocupacional e de integração social. A USO - Tipo A destina-se a crianças e adolescentes.
Equipa de Apoio Domiciliário (EAD)
Desenvolve atividades para maximizar a autonomia da pessoa com incapacidade psicossocial no seu domicílio, reforçar a sua rede de suporte social, melhorar a integração social e o acesso aos recursos comunitários. Prevê internamentos hospitalares e admissões em unidades residenciais, sinaliza descompensações para os Serviços Locais de Saúde Mental e apoia a participação das famílias e outros cuidadores.
Como Aceder à RNCCI: O Caminho para o Apoio Necessário
O acesso à RNCCI pode ser feito através de diferentes portas de entrada, dependendo da situação do utente. É um processo que envolve a referenciação por profissionais de saúde e a recolha de documentação essencial:
Através do Hospital
Se o utente estiver internado num hospital do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o contacto deve ser feito com o serviço clínico que o acompanha ou com a Equipa de Gestão de Altas (EGA) do hospital. A EGA é uma equipa multidisciplinar responsável por planear e gerir as altas hospitalares, assegurando a continuidade dos cuidados para os doentes que necessitam de apoio após o internamento, seja no domicílio ou numa unidade da RNCCI.
Através do Centro de Saúde
Caso o utente esteja em casa, num hospital privado ou noutras instituições, o contacto deve ser feito com um médico, enfermeiro ou assistente social do centro de saúde da sua área de residência. Estes profissionais realizarão a avaliação inicial e o encaminhamento necessário.
Através da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC)
Se tiver conhecimento de alguém em situação de dependência que necessite de cuidados continuados, pode contactar um profissional das Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC). As UCC são responsáveis por sinalizar os casos às Unidades de Saúde Familiar (USF) e às Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), que, por sua vez, estudarão a referenciação para a RNCCI.
Independentemente da forma de acesso, é fundamental reunir a seguinte documentação para dar seguimento ao processo:
- Bilhete de Identidade/Cartão do Cidadão ou Título de Residência Válido;
- Número de Utente de Saúde (SNS);
- Número de Identificação Fiscal (NIF);
- Número de Identificação da Segurança Social (NISS);
- Declaração de Terceiro Pagador/Entidade Financeira Responsável, se houver responsabilidade de seguradoras em assumir a totalidade ou parte dos encargos.
Os Custos dos Cuidados Continuados: É Preciso Pagar?
Esta é uma das perguntas mais frequentes e cruciais para as famílias. A boa notícia é que nem todos os cuidados na RNCCI implicam custos diretos para o utente. O internamento numa Unidade de Convalescença (UC) e o apoio domiciliário através das ECCI são totalmente gratuitos para o utente, sendo os custos suportados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou por outros subsistemas de saúde.
No entanto, nos restantes casos – nomeadamente em Unidades de Média Duração e Reabilitação (UMDR), Unidades de Longa Duração e Manutenção (ULDM) e em todas as Equipas e Unidades de Saúde Mental – o valor a pagar pelo utente é determinado com base no rendimento do agregado familiar. Este cálculo é realizado pela Equipa de Coordenação Local. Nos casos elegíveis, a Segurança Social atribui uma comparticipação, que corresponde à diferença entre os encargos totais da prestação de cuidados e o valor que o utente pode pagar, de acordo com a sua condição de recursos. Este valor de comparticipação é transferido diretamente para a entidade cuidadora.
A comparticipação da Segurança Social é um pilar importante para garantir que os cuidados continuados sejam acessíveis a quem deles precisa. Podem beneficiar desta comparticipação os utentes que, individualmente ou em conjunto com o seu agregado familiar, possuam um património mobiliário (como depósitos bancários, ações, certificados de aforro ou outros ativos financeiros) com um valor até 240 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS). Em 2025, este limite corresponde a 125.400 euros.
Para solicitar a comparticipação da Segurança Social, é necessário preencher a “Declaração Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados – Comparticipação da Segurança Social”. Este formulário serve para declarar a composição do agregado familiar do utente e os respetivos rendimentos, permitindo o apuramento da comparticipação da Segurança Social para os encargos dos cuidados de apoio social.
Quais os rendimentos considerados para o cálculo da condição de recursos?
No apuramento do rendimento global do agregado familiar, são consideradas as seguintes categorias de rendimentos:
- Rendimentos de trabalho dependente (com exceção de rendimentos de jovens estudantes em férias escolares);
- Rendimentos de trabalho independente (empresariais e profissionais);
- Rendimentos de capitais;
- Rendimentos prediais;
- Pensões (incluindo pensões de alimentos);
- Prestações Sociais (todas, exceto as prestações por encargos familiares, por deficiência e por dependência);
- Subsídios de renda de casa ou outros apoios públicos à habitação, com caráter regular;
- Apoios à habitação com caráter de regularidade.
Valores Praticados na RNCCI em 2025: Transparência e Planeamento
A Portaria n.º 45/2021, de 24 de fevereiro, estabelece os preços dos cuidados de saúde e de apoio social no âmbito da RNCCI, os quais são atualizados anualmente de acordo com o Índice de Preços do Consumidor. Apresentamos os valores praticados em 2025, para que possa ter uma estimativa dos encargos:
Unidades de Internamento e de Cuidados Paliativos da RNCCI (Valores por dia e por utente)
| Tipo de Unidade | Total de Encargos (Saúde, Sociais e Higiene) |
|---|---|
| Unidade de Convalescença | 120,87 € |
| Unidade de Média Duração e Reabilitação | 105,21 € |
| Unidade de Longa Duração e Manutenção | 85,48 € |
| Unidade de Cuidados Paliativos | 115,27 € |
Unidades de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental (Valores por utente/dia)
| Tipo de Unidade | Diária Global |
|---|---|
| Residência de treino de autonomia | 60,47 € |
| Residência autónoma de saúde mental | 19,70 € |
| Residência de apoio moderado | 43,02 € |
| Residência de apoio máximo | 57,67 € |
| Unidade sócio-ocupacional | 29,05 € |
| Residência de treino de autonomia tipo A | 104,95 € |
| Residência de treino de autonomia tipo B | 112,28 € |
| Residência de apoio máximo (segundo tipo) | 122,10 € |
| Unidade sócio-ocupacional (segundo tipo) | 41,96 € |
A Equipa de Gestão de Altas (EGA): Facilitando a Transição
A Equipa de Gestão de Altas (EGA) desempenha um papel crucial na transição dos doentes do internamento hospitalar para a continuidade dos cuidados. É uma equipa multidisciplinar, nomeada pelo Conselho de Administração do hospital, com o objetivo primordial de preparar e gerir as altas hospitalares. O seu foco são os doentes que, devido aos seus problemas de saúde e sociais, necessitam de continuidade de cuidados, seja no domicílio ou através das unidades da RNCCI.

À EGA compete planejar a alta de todos os doentes sinalizados que necessitam de cuidados continuados integrados após um internamento, ou daqueles que apresentem um grau de dependência que impeça um regresso seguro ao domicílio. Colabora ativamente com o doente, a família e a equipa de saúde para facilitar este processo, recomendando as melhores opções para a continuidade dos cuidados. Além disso, estabelece a ligação com os recursos da RNCCI, promove o acesso dos doentes e articula-se com os serviços de internamento hospitalar para facilitar o reingresso em caso de agudização da doença de base.
Perguntas Frequentes sobre a RNCCI
1. O que são os Cuidados Continuados Integrados (CCI)?
Os CCI são um conjunto de intervenções sequenciais e integradas de saúde e apoio social, resultantes de uma avaliação conjunta, que visam a recuperação global da pessoa em situação de dependência. O objetivo é promover a autonomia, melhorar a funcionalidade e facilitar a reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social.
2. Quem tem direito a ir para os cuidados continuados?
Têm direito a aceder à RNCCI pessoas com dependência funcional transitória (pós-cirurgia, convalescença), dependência funcional prolongada, idosos frágeis, indivíduos com incapacidade grave e forte impacto psicossocial, ou com doença severa em fase avançada/terminal. A rede abrange cidadãos nacionais e estrangeiros com situação regularizada em Portugal.
3. Os Cuidados Continuados Integrados têm custos para os utentes?
O internamento em Unidades de Convalescença e os cuidados domiciliários são gratuitos para o utente, sendo os custos suportados pelo SNS ou outros subsistemas. Nos restantes casos (Unidades de Média Duração e Reabilitação, Longa Duração e Manutenção, e todas as Unidades de Saúde Mental), o valor a pagar é calculado com base no rendimento do agregado familiar, podendo haver comparticipação da Segurança Social.
4. Como posso aceder à Rede de Cuidados Continuados Integrados?
O acesso pode ser feito através de referenciação hospitalar (Equipa de Gestão de Altas ou serviço clínico), através do centro de saúde da área de residência (médico, enfermeiro, assistente social), ou por sinalização de um profissional das Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC).
5. O que é a Equipa de Gestão de Altas (EGA)?
A EGA é uma equipa multidisciplinar hospitalar que planeia e gere as altas de doentes que necessitam de continuidade de cuidados, seja no domicílio ou em unidades da RNCCI. A sua função é assegurar uma transição segura e adequada, colaborando com o doente, família e equipa de saúde.
6. Quais são os tipos de unidades de internamento na RNCCI?
As principais unidades de internamento são: Unidades de Convalescença (até 30 dias), Unidades de Média Duração e Reabilitação (30 a 90 dias) e Unidades de Longa Duração e Manutenção (mais de 90 dias). Existem também unidades e equipas específicas para a área da Saúde Mental e Cuidados Paliativos.
São considerados rendimentos de trabalho (dependente e independente), rendimentos de capitais, rendimentos prediais, pensões, prestações sociais (com exceções) e apoios à habitação com caráter regular. O património mobiliário também é tido em conta para a elegibilidade.
A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados é um recurso valioso para a população portuguesa, garantindo que a dependência e a doença não sejam sinónimo de isolamento, mas sim de acesso a cuidados de qualidade, com o objetivo primordial de promover a autonomia e o bem-estar dos cidadãos em todas as fases da vida.
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