Para que serve a vacina rotarix?

Rotarix: Tudo Sobre a Vacina Essencial

05/03/2023

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A saúde de nossos filhos é uma prioridade inegociável, e a prevenção de doenças é um pilar fundamental nesse cuidado. Entre as diversas ameaças à saúde infantil, a gastroenterite por rotavírus destaca-se pela sua alta incidência e potencial de gravidade. Felizmente, a ciência nos oferece ferramentas poderosas para combater essa doença, e a vacina Rotarix é uma delas. Mas, afinal, quantas doses são necessárias? Para que serve exatamente? E qual a sua real eficácia? Este artigo aprofundará cada um desses pontos, fornecendo informações detalhadas e baseadas em estudos clínicos robustos para que você compreenda plenamente o papel vital da Rotarix na proteção das crianças.

Quantas doses de rotarix?
A administração de Rotarix deve ser baseada nas recomendações oficiais. O esquema de vacinação consiste em 2 doses. A primeira dose pode ser administrada a partir das 6 semanas de idade. Um intervalo de pelo menos 4 semanas deve existir entre as doses.
Índice de Conteúdo

O Esquema de Vacinação Rotarix: Quantas Doses e Quando?

Uma das primeiras perguntas que surgem ao considerar a vacinação é sobre a posologia. A administração da vacina Rotarix segue um esquema bastante claro e eficaz, baseado em recomendações oficiais para garantir a máxima proteção. O esquema de vacinação completo consiste em duas doses. A primeira dose pode ser administrada a partir das 6 semanas de idade do bebê, marcando o início da jornada de proteção contra o rotavírus. É crucial que haja um intervalo de pelo menos 4 semanas entre a primeira e a segunda dose, permitindo que o sistema imunológico da criança desenvolva uma resposta adequada e duradoura. Seguir rigorosamente este calendário é essencial para que a vacina atinja sua eficácia máxima, protegendo os pequenos nos momentos mais vulneráveis de suas vidas.

Para Que Serve a Vacina Rotarix? Combatendo a Gastroenterite por Rotavírus

A principal finalidade da vacina Rotarix é proteger contra a gastroenterite causada por rotavírus, uma infecção viral que pode levar a quadros graves de diarreia e vômito, com risco de desidratação e necessidade de hospitalização. A eficácia protetora da Rotarix, formulada com a cepa de Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) liofilizada, foi extensivamente demonstrada em diversos estudos clínicos ao redor do mundo. A vacina é eficaz contra os genótipos de rotavírus mais comuns, como G1P[8], G2P[4], G3P[8] e G9P[8], que são responsáveis pela maioria dos casos de gastroenterite. Além disso, também demonstrou proteção contra genótipos menos comuns, mas igualmente importantes, como G8P[4] (associado a gastroenterites graves) e G12P[6] (causador de quaisquer gastroenterites). A presença dessas cepas em circulação global ressalta a importância de uma vacina de amplo espectro como a Rotarix para a saúde pública.

Eficácia Comprovada em Diferentes Regiões do Mundo

Estudos clínicos controlados por placebo foram realizados em diversas partes do mundo, incluindo Europa, América Latina, África e Ásia, para avaliar a eficácia protetora da Rotarix. A gravidade da gastroenterite foi avaliada por meio de duas ferramentas principais: a escala de Vesikari de 20 pontos, que analisa o quadro clínico completo da doença (gravidade e duração da diarreia e vômitos, febre e desidratação, necessidade de tratamento), e a definição de caso clínico baseada nos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estudo de Eficácia na Europa

Um estudo europeu com 4.000 indivíduos avaliou a Rotarix em diferentes esquemas de administração. Após duas doses, a eficácia protetora observada foi notável, tanto no primeiro quanto no segundo ano de vida, e nos dois anos combinados. A vacina demonstrou alta eficácia contra gastroenterites por rotavírus de qualquer gravidade e, de forma ainda mais impressionante, contra casos graves.

CepaEficácia da Vacina Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) (%) contra a gastroenterite por rotavírus de qualquer gravidade e grave [IC de 95%]
1º ano de vida
(N=2.572 vacina; N=1.302 placebo)
2º ano de vida
(N=2.554 vacina; N=1.294 placebo)
1º e 2º anos de vida combinados
(N=2.572 vacina; N=1.302 placebo)
Qualquer gravidadeGrave†Qualquer gravidadeGrave†Qualquer gravidadeGrave†
G1P[8]95,6 [87,9; 98,8]96,4 [85,7; 99,6]82,7 [67,8; 91,3]96,5 [86,2; 99,6]89,5 [82,5; 94,1]96,4 [90,4; 99,1]
G2P[4]62,0* [<0,0; 94,4]74,7* [<0,0; 99,6]57,1 [<0,0; 82,6]89,9 [9,4; 99,8]58,3 [10,1; 81,0]85,5 [24,0; 98,5]
G3P[8]89,9 [9,5; 99,8]100 [44,8; 100]79,7 [<0,0; 98,1]83,1* [<0,0; 99,7]84,8 [41,0; 97,3]93,7 [52,8; 99,9]
G4P[8]88,3 [57,5; 97,9]100 [64,9; 100]69,6* [<0,0; 95,3]87,3 [<0,0; 99,7]83,1 [55,6; 94,5]95,4 [68,3; 99,9]
G9P[8]75,6 [51,1; 88,5]94,7 [77,9; 99,4]70,5 [50,7; 82,8]76,8 [50,8; 89,7]72,5 [58,6; 82,0]84,7 [71,0; 92,4]
Cepas com genótipo P[8]88,2 [80,8; 93,0]96,5 [90,6; 99,1]75,7 [65,0; 83,4]87,5 [77,8; 93,4]81,8 [75,8; 86,5]91,9 [86,8; 95,3]
Cepas de rotavírus circulantes87,1 [79,6; 92,1]95,8 [89,6; 98,7]71,9 [61,2; 79,8]85,6 [75,8; 91,9]78,9 [72,7; 83,8]90,4 [85,1; 94,1]
Eficácia da Vacina Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) (%) contra a gastroenterite por rotavírus que precisou de atendimento médico [IC de 95%]
Cepas de rotavírus circulantes91,8 [84; 96,3]76,2 [63,0; 85,0]83,8 [76,8; 88,9]
Eficácia da Vacina Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) (%) contra a hospitalização por gastroenterite causada por rotavírus [IC de 95%]
Cepas de rotavírus circulantes100 [81,8; 100]92,2 [65,6; 99,1]96,0 [83,8; 99,5]

† Gastroenterite grave definida como pontuação ≥11 na escala de Vesikari.
* Não estatisticamente significativo (p≥0,05). Esses dados devem ser interpretados com cautela.

É importante ressaltar que a eficácia da vacina aumentou progressivamente com a gravidade da doença, atingindo 100% no primeiro ano de vida para pontuações de Vesikari ≥17, o que demonstra sua capacidade de prevenir os casos mais severos e preocupantes.

Estudo de Eficácia na América Latina

Na América Latina, um estudo com mais de 20.000 indivíduos avaliou a Rotarix administrada por volta dos 2 e 4 meses de idade. A eficácia protetora contra gastroenterite grave por rotavírus que exigiu hospitalização e/ou terapia de hidratação foi de 84,7% no primeiro ano de vida, mantendo-se em 79,0% no segundo ano. Assim como na Europa, a eficácia aumentou com a gravidade da doença, chegando a 100% para pontuações de Vesikari ≥19.

CepasGastroenterite grave por rotavírus†
1º ano de vida
(N=9.009 vacina; N=8.858 placebo)
Eficácia (%) [IC de 95%]
2º ano de vida
(N=7.175 vacina; N=7.062 placebo)
Eficácia (%) [IC de 95%]
G1P[8]91,8 [74,1; 98,4]72,4 [34,5; 89,9]
G3P[8]87,7 [8,3; 99,7]71,9* [<0,0; 97,1]
G9P[8]90,6 [61,7; 98,9]87,7 [72,9; 95,3]
Cepas com genótipo P[8]90,9 [79,2; 96,8]79,5 [67,0; 87,9]

† Gastroenterite grave definida como episódio de diarreia que exigiu hospitalização e/ou terapia de hidratação em instalações clínicas (critérios da OMS).
* Não estatisticamente significativo (p≥0,05). Esses dados devem ser interpretados com cautela.

Estudo de Eficácia na África

Na África, um estudo com mais de 4.900 indivíduos avaliou a Rotarix administrada às 10 e 14 semanas (2 doses) ou às 6, 10 e 14 semanas (3 doses). A eficácia contra gastroenterite grave por rotavírus no primeiro ano de vida foi de 61,2%. Este estudo, embora não tenha tido poder para comparar diretamente os esquemas de duas e três doses, confirmou a proteção da vacina em um contexto diferente.

CepasQualquer gastroenterite por rotavírus
(1º ano de vida, resultados combinados)
Eficácia (%) [IC de 95%]
Gastroenterite grave por rotavírus†
(1º ano de vida, resultados combinados)
Eficácia (%) [IC de 95%]
Vacina (N=2.974)Placebo (n=1.443)Vacina (N=2.974)Placebo (n=1.443)
G1P[8]68,3 [53,6; 78,5]56,6 [11,8; 78,8]
G2P[4]49,3 [4,6; 73,0]83,8 [9,6; 98,4]
G3P[8]43,4* [<0; 83,7]51,5* [<0; 96,5]
G8P[4]38,7* [<0; 67,8]63,6 [5,9; 86,5]
G9P[8]41,8* [<0; 72,3]56,9* [<0; 85,5]
G12P[6]48,0 [9,7; 70,0]55,5* [<0; 82,2]
Cepas com genótipo P[4]39,3 [7,7; 59,9]70,9 [37,5; 87,0]
Cepas com genótipo P[6]46,6 [9,4-68,4]55,2* [<0; 81,3]
Cepas com genótipo P[8]61,0 [47,3; 71,2]59,1 [32,8; 75,3]

† Gastroenterite grave definida como pontuação ≥11 na escala de Vesikari.
* Não estatisticamente significativo (p≥0,05). Esses dados devem ser interpretados com cautela.

Eficácia Sustentada na Ásia

Um estudo na Ásia (Hong Kong, Singapura e Taiwan) com mais de 10.000 indivíduos demonstrou que a eficácia protetora da Rotarix se mantém até os 3 anos de idade após duas doses, o que é um dado extremamente relevante para a proteção de longo prazo das crianças.

CepaEficácia até 2 anos de idade
Grave† [IC de 95%]
Eficácia até 3 anos de idade
Grave† [IC de 95%]
Vacina (N=5.263)Placebo (N=5.256)Vacina (N=5.263)Placebo (N=5.256)
G1P[8]100,0 (80,8; 100,0)100,0 (84,8; 100,0)
G2P[4]100,0 (<0; 100,0)100,0 (<0; 100,0)
G3P[8]94,5 (64,9; 99,9)95,2 (70,4; 99,9)
G9P[8]91,7 (43,8; 99,8)91,7 (43,8; 99,8)
Cepas com genótipo P[8]95,8 (83,8; 99,5)96,6 (87,0; 99,6)
Cepas de rotavírus circulantes96,1 (85,1; 99,5)96,9 (88,3; 99,6)
Eficácia da Vacina Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) (%) contra a gastroenterite por rotavírus que requer hospitalização e/ ou terapia de hidratação em instalações clínicas [IC de 95%]
Cepas de rotavírus circulantes94,2 (82,2; 98,8)95,5 (86,4; 99,1)

† Gastroenterite grave definida como pontuação >11 na escala de Vesikari.
* Não estatisticamente significativo (p≥0,05). Esses dados devem ser interpretados com cautela.

Eficácia Desde a Primeira Dose

Embora o esquema completo da Rotarix seja de duas doses, estudos mostraram que a vacina já é eficaz desde a primeira dose. Na Europa, a eficácia contra a gastroenterite por rotavírus de qualquer gravidade, da dose 1 à dose 2, foi de 89,8%. Na América Latina, uma análise combinada de dois estudos revelou uma eficácia de 64,4% contra a gastroenterite grave por rotavírus, também da dose 1 à dose 2. Isso significa que a proteção começa cedo, oferecendo uma camada inicial de segurança enquanto se aguarda a segunda dose.

Formulações da Vacina: Líquida vs. Liofilizada

A Rotarix está disponível em formulações líquida e liofilizada (pó). Estudos demonstraram que a resposta imunológica observada após duas doses da formulação líquida é comparável à resposta da formulação liofilizada. Isso permite que os níveis de eficácia registrados com a formulação liofilizada sejam extrapolados para a formulação líquida, assegurando a mesma qualidade e proteção, independentemente da forma farmacêutica.

Características Farmacológicas da Vacina Rotarix

A Rotarix – Vacina Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) – Bio Manguinhos – é uma vacina monovalente de vírus vivo atenuado. Ela é composta pela cepa RIX4414, do sorotipo G1P[8], e é classificada no grupo farmacoterapêutico de vacinas virais, com o código ATC J07BH01.

Como a Rotarix Atua no Sistema Imunológico?

O mecanismo imunológico exato pelo qual a Rotarix confere proteção contra a gastroenterite por rotavírus ainda não é completamente compreendido. Não se estabeleceu uma relação direta e definitiva entre as respostas de anticorpos à vacinação e a proteção contra a doença. No entanto, sabe-se que a vacina estimula a produção de anticorpos, especialmente IgA séricos anti-rotavírus.

Quantas doses de rotarix?
A administração de Rotarix deve ser baseada nas recomendações oficiais. O esquema de vacinação consiste em 2 doses. A primeira dose pode ser administrada a partir das 6 semanas de idade. Um intervalo de pelo menos 4 semanas deve existir entre as doses.

A tabela a seguir apresenta a porcentagem de indivíduos que inicialmente eram soronegativos para rotavírus (títulos de anticorpos IgA<20UI/mL) e que atingiram títulos séricos de anticorpos IgA anti-rotavírus ≥20 UI/mL um a dois meses após a segunda dose da Rotarix ou placebo, em diversos estudos:

EsquemaEstudos conduzidos na EuropaVacina Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) (n=794)Placebo (n=422)
2,3 mesesFrança; Alemanha84,3%; 82,1%14,0%; 6,0%
2,4 mesesEspanha85,5%12,4%
3,5 mesesFinlândia; Itália94,6%; 92,3%2,9%; 11,1%
3,4 mesesRepública Checa84,6%2,2%
EsquemaEstudos conduzidos na América LatinaVacina Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) (n=1.023)Placebo (n=448)
2,3 e 4 meses11 países77,9%15,1%
2,4 meses3 países85,5%17,1%
EsquemaEstudos conduzidos na ÁsiaVacina Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) (n=140)Placebo (n=136)
2,4 mesesTaiwan100%4,5%
3,4 mesesHong Kong; Cingapura95,2%; 97,8%0,0%; 2,1%
EsquemaEstudos conduzidos na ÁfricaVacina Rotavírus Humano G1 P[8] (Atenuada) (n=221)Placebo (n=111)
10, 14 semanas e 6, 10 e 14 semanas (agrupados)África do Sul; Malásia58,4%22,5%

Resposta Imune em Populações Específicas

  • Crianças Prematuras: Em um estudo clínico com a forma liofilizada, a Rotarix demonstrou ser imunogênica em crianças prematuras, com 85,7% delas atingindo os títulos de anticorpos IgA séricos antirrotavírus desejados após a segunda dose.
  • Crianças com HIV: Um estudo na África do Sul com crianças assintomáticas ou com sintomas moderados de HIV (de acordo com a OMS) mostrou que a Rotarix é segura e imunogênica. A taxa de soroconversão foi de 57,1%. Não foi observada interferência na resposta imune a outras vacinas coadministradas, e o perfil de segurança foi semelhante ao do placebo. Nenhum caso de intussuscepção foi relatado neste estudo.

Excreção do Vírus da Vacina

Após a vacinação, o vírus da Rotarix pode ser excretado nas fezes do bebê. Essa excreção tem uma duração média de 10 dias, com um pico por volta do sétimo dia após a vacinação. Partículas do antígeno viral foram detectadas em 50% das amostras de fezes após a primeira dose da formulação liofilizada e em 4% após a segunda dose. Dentre as amostras positivas para antígeno, 17% continham a cepa viva da Rotarix. A excreção da formulação líquida foi similar à da liofilizada. Embora a excreção seja um processo natural, é importante manter as práticas de higiene, como a lavagem das mãos, especialmente ao trocar fraldas, para minimizar qualquer risco teórico de transmissão.

Efetividade da Rotarix em Estudos Observacionais

Além dos estudos clínicos controlados, a efetividade da Rotarix foi avaliada em estudos observacionais no mundo real, confirmando sua capacidade de proteger contra a gastroenterite grave por rotavírus que leva à hospitalização, incluindo genótipos comuns (G1P[8], G2P[4], G3P[8], G9P[8]) e menos comuns (G9P[4], G9P[6]).

PaísesIdadeN (Casos / Controles)Eficácia após 2 Doses - Hospitalização por rotavírus
CepasEficácia (%) [95% CI]
Países de Alta Renda
Bélgica< 4 anos160/198Todas
G1P[8]
G2P[4]
90 [81;95]
95 [78;99]
85 [64;94]
3 a 11 meses-Todas
G2P4
91 [75;97]
83 [11;96]
Cingapura< 5 anos136/272Todos
G1P[8]
84 [32;96]
91 [30;99]
Taiwan< 3 anos275/1623Todos
G1P[8]
92 [75;98]
95 [69;100]
EUA< 2 anos85/1062Todos
G1P[8]
G2P[4]
85 [73;92]
88 [68;95]
88 [68;95]
8-11 meses-Todos89 [48;98]
< 5 anos74/255G3P[8]68 [34;85]
Países de Renda Intermediária
Bolívia< 3 anos300/974Todos
G9P[8]
G3P[8]
G2P[4]
G9P[6]
77 [65;84]
85 [69;93]
93 [70;98]
69 [14;89]
87 [19;98]
6 a 11 meses-Todos
G9P[8]
77 [51;89]
90 [65;97]
Brasil< 2 anos115/1481Todos
G1P[8]
G2P[4]
72 [44;85]
89 [78;95]
76 [64;84]
< 3 anos249/249Todos
G2P[4]
76 [58;86]
75 [57;86]
3 – 11 meses-Todos
G2P[4]
96 [68;99]
95 [66;99]
El Salvador< 2 anos251/770Todos76 [64;84]*
6 – 11 meses-Todos83 [68;91]
México< 2 anos9/17G9P[4]94 [16;100]
Países de Baixa Renda
Malawi< 2 anos81/234Todos63 [23;83]

*Em indivíduos que não receberam o curso completo da vacinação, a eficácia após uma dose variou de 51% (95% CI: 26;67, El Salvador) a 60% (CI: 37;75, Brasil).

Impacto da Vacina Rotarix na Saúde Pública

Além da eficácia individual, a introdução da Rotarix em programas de vacinação tem demonstrado um impacto significativo na saúde pública, resultando em benefícios coletivos importantes:

  • Impacto na Mortalidade: Estudos de impacto realizados no Panamá, Brasil e México evidenciaram uma redução da mortalidade por diarreia de qualquer causa entre 22% a 56% em crianças com menos de 5 anos de idade, nos 2 a 3 anos seguintes à introdução da Rotarix. Isso sublinha o papel da vacina na redução de óbitos infantis, especialmente em regiões com alta carga de doenças diarreicas.
  • Impacto na Hospitalização: A vacinação com Rotarix também resultou em uma diminuição substancial nas hospitalizações relacionadas ao rotavírus. Um estudo retrospectivo na Bélgica mostrou que o impacto direto e indireto da vacinação variou entre 64% e 80% dois anos após a introdução da vacina. Estudos similares no Brasil, Austrália e El Salvador registraram reduções que variam de 45% a 88%. Adicionalmente, dois estudos na América Latina indicaram uma redução de 38% a 40% nas hospitalizações causadas por diarreias de todas as causas, quatro anos após a introdução da Rotarix.

É fundamental notar que, enquanto os estudos de impacto estabelecem uma relação temporal entre a vacinação e a redução da doença, eles não necessariamente provam uma relação causal direta de cada caso, mas sim o benefício populacional da vacina.

Perguntas Frequentes sobre a Vacina Rotarix

Para consolidar a compreensão sobre a vacina Rotarix, reunimos algumas das perguntas mais comuns:

1. A vacina Rotarix é segura?

Sim, os estudos clínicos e a experiência pós-comercialização demonstram que a Rotarix possui um perfil de segurança favorável. Os eventos adversos mais comuns são geralmente leves e transitórios, como irritabilidade ou perda de apetite. Casos graves são raros.

2. Meu bebê vomitou a vacina. Precisa de outra dose?

A vacina Rotarix é administrada por via oral. Se o bebê vomitar logo após a administração, é importante consultar o profissional de saúde. Ele avaliará se uma nova dose é necessária, considerando o tempo decorrido e a quantidade que pode ter sido absorvida.

3. Qual a idade limite para tomar a vacina Rotarix?

As recomendações oficiais indicam que a primeira dose pode ser administrada a partir das 6 semanas de idade. Geralmente, há uma idade máxima para o início do esquema vacinal, que pode variar ligeiramente entre as diretrizes de diferentes países. É crucial iniciar e completar o esquema dentro das janelas de idade recomendadas para garantir a máxima eficácia e segurança.

4. A vacina Rotarix protege contra todos os tipos de rotavírus?

A Rotarix é uma vacina monovalente, desenvolvida a partir da cepa G1P[8]. No entanto, os estudos de eficácia e efetividade demonstraram proteção cruzada contra uma ampla variedade de genótipos de rotavírus circulantes, incluindo G2P[4], G3P[8], G9P[8], G8P[4] e G12P[6], que são responsáveis pela maioria dos casos de gastroenterite grave.

5. Quais são os principais benefícios da vacinação com Rotarix?

Os principais benefícios incluem a redução drástica da incidência de gastroenterite por rotavírus, a prevenção de casos graves que exigem hospitalização e hidratação intravenosa, e um impacto significativo na redução da mortalidade infantil por diarreia. Além disso, ao reduzir a circulação do vírus, a vacinação também oferece proteção indireta (imunidade de rebanho) para a comunidade.

6. A vacina Rotarix pode ser administrada junto com outras vacinas?

Sim, a Rotarix pode ser coadministrada com outras vacinas infantis de rotina, conforme o calendário de vacinação. Estudos em crianças, inclusive aquelas com HIV, não mostraram interferência na resposta imune a outras vacinas.

7. O que é a escala de Vesikari e por que ela é usada?

A escala de Vesikari é um sistema de pontuação de 20 pontos utilizado em estudos clínicos para avaliar a gravidade da gastroenterite por rotavírus. Ela considera a duração e intensidade de sintomas como diarreia, vômitos, febre e desidratação, além da necessidade de tratamento. Uma pontuação mais alta na escala indica maior gravidade da doença. É uma ferramenta padronizada que permite comparar a eficácia da vacina em diferentes contextos e grupos de pacientes.

Conclusão

A vacina Rotarix representa um avanço significativo na proteção da saúde infantil. Com um esquema de apenas duas doses e uma comprovada eficácia global contra os genótipos mais prevalentes de rotavírus, ela desempenha um papel crucial na prevenção da gastroenterite grave, hospitalizações e até mesmo mortes. A robustez dos estudos clínicos e observacionais, realizados em diversas regiões do mundo e em populações especiais, reforça a confiança na segurança e no impacto positivo desta vacina. Ao optar pela vacinação com Rotarix, pais e cuidadores estão investindo na saúde e no futuro de seus filhos, garantindo que eles cresçam protegidos contra uma das doenças mais comuns e debilitantes da infância.

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